América do Sul

Numa noite de festa no Centenario, Arrascaeta mostrou suas credenciais ao time titular

O Uruguai se despediu de sua torcida nesta quinta-feira. Com direito a mosaico, o Estádio Centenário lotou para desejar força à Celeste, em amistoso contra o Uzbequistão. E os comandados de Óscar Tabárez corresponderam. Os charruas bateram os visitantes por 3 a 0, em resultado construído desde o primeiro tempo. Noite importante a um jogador em especial. Entre as disputas que ainda se travam pela titularidade, há uma dúvida sobre quem entrará do lado esquerdo no meio-campo, dentro do 4-4-2 usado pelo Maestro. Giorgian De Arrascaeta foi o escolhido da vez e correspondeu, com um golaço para abrir a contagem em Montevidéu.

Os lados do campo são uma questão a Tabárez. Nas laterais, ele pode escolher entre jogadores de características diferentes, entre os mais defensivos e os mais apoiadores. O mesmo no meio-campo, entre os que recompõem mais e os que dão vigor ao ataque. Desta vez, preferiu se resguardar atrás e soltar o meio. Maxi Pereira e Martín Cáceres foram os laterais, com Diego Laxalt entrando no segundo tempo e Guillermo Varela poupado. Já no meio, enquanto Nahitan Nández é o dono pela direita, acompanhado por Matías Vecino e Rodrigo Bentancur no centro, Arrascaeta ganhou liberdade pela esquerda. Nada de Cebolla Rodríguez desta vez.

Entender-se com Edinson Cavani e Luis Suárez é parte importante do processo, e Arrascaeta demonstrou isso. Seu gol saiu aos 32 minutos de partida, em jogada que contou com a participação de ambos os protagonistas. Dentro da área, o camisa 10 acertou um belíssimo chute, mandando a bola na gaveta. Ficaria em campo até os 20 do segundo tempo, quando Tabárez concederia o espaço a Carlos Sánchez. A Celeste ampliou pouco antes, aos nove, em cobrança de pênalti de Luis Suárez. Já aos 28, José María Giménez fechou a conta, completando cobrança de escanteio.

O Uruguai tem um time com mais possibilidades do que há quatro anos. Tudo porque o meio-campo deixou de ser um abismo entre a defesa forte e o ataque infernal. A Celeste não depende mais de operários no setor, e isso fica latente com os bons jovens que sugiram nos últimos tempos, ganhando sequência com Tabárez. Cebolla Rodríguez é quem continua da “velha guarda”. Arrascaeta tem chance (e muito mais bola) para mudar isso. Resta saber quais são as ideias do Maestro, possivelmente condicionando isso às suas escolhas nas laterais.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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