América do Sul

Em clássico paraguaio que valia como final, o destaque foi mesmo a festa nas arquibancadas

O Paraguai viveu o seu maior clássico neste domingo. Olimpia e Cerro Porteño se enfrentaram no Estádio Defensores Del Chaco, em jogo decisivo pelo Torneio Clausura. O Ciclón liderava a tabela, mas com apenas um ponto de vantagem sobre os rivais. E os franjeados não desperdiçaram a oportunidade, a seis rodadas do fim da competição. Venceram o dérbi por 3 a 1 e assumiram a ponta da tabela, emendando três vitórias consecutivas. Clima de final, que não se transformou em tensão. Afinal, as duas torcidas deram um exemplo de respeito e convivência nas arquibancadas.

Tanto quanto o jogo, chamou atenção o espetáculo do lado de fora. Os quase 34 mil torcedores no estádio se dividiram entre o azulgrená e o alvinegro, dando ênfase apenas na festa. O recebimento dos times em campo teve bandeirão nas duas curvas, fogos e fumaça. Já as forças de segurança garantiram a paz no Defensores Del Chaco e em seus arredores, sem que a polícia registrasse grandes incidentes. No máximo, objetos lançados por alguns, logo contidos. Exemplo de uma realidade distante da maioria do futebol brasileiro, em que são raros os episódios de estádios divididos – como costuma acontecer por vezes no Maracanã ou nos clássicos entre Ceará e Fortaleza no Castelão.

Dentro de campo, porém, o jogo foi praticamente de um time só. O Olimpia dominou o Cerro, protagonizado justamente por dois ídolos dos rivais: o técnico Chiqui Arce e o goleiro Diego Barreto, responsável por uma defesa fundamental para evitar a virada azulgrana. Os franjeados abriram o placar aos 11 minutos, em belo gol de Claudio Vargas cobrando falta. Jonathan Santana tentou recolocar o Cerro na partida, empatando dois minutos depois, mas logo Pablo Zeballos faria o segundo. Já na etapa final, Alejandro Silva fechou a conta para os novos líderes.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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