América do SulMéxico

Calero, ex-goleiro da seleção colombiana, morre no México

Miguel Calero não resistiu. Nesta segunda, o ex-goleiro de Pachuca e da seleção colombiana sofreu uma retrombose e teve morte cerebral aos 41 anos. O colombiano havia encerrado a carreira em 2011, defendendo o Pachuca.

Calero já enfrentava problemas vasculares há alguns anos. Em 2007, ele sofreu uma trombose venosa no braço esquerdo, o que lhe afastou dos gramados por meio ano. Em 2008, logo após disputar o Mundial de Clubes pelo Pachuca, anunciou que encerraria a carreira, sem explicitar os motivos da decisão.

O colombiano voltou atrás e seguiu na ativa até 2011. Durante esse tempo, ele fazia tratamento com anticoagulantes.

Em 25 de novembro deste ano, Calero sofreu uma trombose cerebral e foi internado em um hospital em Pachuca. Nesta segunda, ele sofreu uma retrombose e não resistiu. Os médicos decretaram morte cerebral, mas o clube informou que suas funções vitais serão mantidas na UTI.

Calero defendeu Sporting de Barranquilha, Deportivo Cali, Atlético Nacional e Pachuca. Foi no clube mexicano em que ele teve seus grandes momentos, com quatro Campeonatos Mexicanos, quatro Copas/Ligas dos Campeões da Concacaf e uma Copa Sul-Americana.

Sua identificação com os Tuzos foi tão grande que ele se naturalizou mexicano e passou a morar em Pachuca após encerrar a carreira.

Antes de pegar a cidadania mexicana, ele já havia defendido a seleção colombiana. Ele fez 50 partidas pela equipe de seu país de origem, incluindo uma Copa do Mundo (1998) e seis Copas América. Na maior parte de sua trajetória pelos cafeteros, ele ficou na reserva de Óscar Córdoba ou de Mondragón.

Mostrar mais

Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo