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Benítez morreu já como um dos maiores da história do Equador

Christian Benítez vivia o auge da carreira. Melhor jogador do último Campeonato Mexicano, recém-transferido para um clube qatariano onde ganharia uma fortuna e destaque da seleção equatoriana prestes a se classificar à Copa do Mundo de 2014. Uma trajetória interrompida nesta segunda-feira, de maneira fatal. Segundo seus familiares, o atacante de 27 anos faleceu após sofrer uma parada cardiorrespiratória, encaminhado ao hospital depois de se queixar por uma forte dor de estômago.

O futuro parecia reservar algumas glórias a Benítez, impulsionadas pela excelente fase. Depois de pintar como prodígio na Copa de 2006, o centroavante protagonizava a boa campanha do Equador nas Eliminatórias. Se o time ocupava a terceira posição na classificação, devia muito ao goleador, autor de quatro tentos na campanha, todos anotados em vitórias de La Tri. Com 24 gols pela equipe nacional, caminhava a passos largos para se tornar o maior artilheiro da história da seleção, apenas sete gols atrás de Agustín Delgado.

Mais do que isso, Benítez já estava na galeria dos maiores ídolos da história do América. Foram apenas duas temporadas na capital mexicana, o suficiente para se consagrar com as Águilas. Artilheiro das últimas três edições do Campeonato Mexicano, ganhara de maneira épica o Clausura 2013, na final contra o Cruz Azul que contou com um gol do goleiro Moisés Muñoz.

A venda ao El Jaish, por € 11,7 milhões, era o reconhecimento por esse ótimo momento. Revelado pelo El Nacional e destaque do Santos Laguna em sua primeira passagem pelo México, já tinha ganho uma chance na Europa, mas não vingou no Birmingham. A ida ao Oriente Médio significava a garantia financeira de um futuro confortável, contratado como grande astro da equipe qatariana.

Talvez Benítez nunca atingisse o reconhecimento na Europa. Pouco importava. Chucho era ídolo de toda uma nação e estava próximo de garantir mais uma vez o sonho de disputar a Copa do Mundo.  Com sua morte, os equatorianos perdem parte das esperanças por um papel digno no Mundial, mas ganham forças para honrar a memória de seu artilheiro.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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