Argentina

Riquelme fez mais um golaço de falta, mas quem venceu o Superclásico foi o River Plate

A idade foi cruel com Juan Román Riquelme, que nunca se destacou muito pela capacidade atlética. E se os seus passes longos e dribles curtos foram prejudicados pelo tempo, uma coisa segue imutável. Neste domingo, o camisa 10 marcou mais um golaço de falta, no Superclásico contra o River Plate, mas não foi suficiente para evitar a derrota do Boca Juniors, por 2 a 1, em La Bombonera, a quarta da equipe de Carlos Bianchi no Torneo Final do Campeonato Argentino, depois de dez rodadas.

Riquelme nunca perdeu seu posto de dono do time. É difícil ver alguma jogada que não saia do seus pés, mas está mais fácil marcá-lo. Em certo momento, foi desarmado de forma constrangedora quando tentou invadir a área. E quando teve a oportunidade de abrir o placar, aos 36 minutos do primeiro tempo, após lindo passe de Cristian Erbes, pegou tão mal na bola que Marcelo Barovero nem precisou se mexer.

E foi praticamente a única vez no primeiro tempo que o Boca Juniors chegou e Barovero não foi incomodado. Os donos da casa fizeram de tudo para não decepcionar a apaixonada torcida e ficaram em cima do River Plate o jogo inteiro. A primeira chance de Riquelme foi bem aparada pelo goleiro adversário, aos 11 minutos. O chute saiu para o chão, fraco, e ainda assim ameaçou. Aos 24, Martínez cabeceou para nova defesa do camisa 1 dos Milionários.

O ex-jogador do Corinthians foi um dos mais participativos em campo. Tem habilidade, velocidade, mas peca na inteligência. Às vezes vai para o lado errado, às vezes dá um drible a mais do que o necessário, e quase sempre segura demais a bola. A qualidade e o talento estão presentes. Alguém precisa lapidá-los.

O segundo tempo começou no mesmo ritmo, e Erbez teve a chance de abrir o placar logo aos 3 minutos, mas pegou muito mal na bola. A maioria dos erros de finalização do Boca Juniors não foi nem na trajetória entre o pé do jogador e a meta. Foi na hora em que eles precisaram decidir com qual parte do pé chutariam.

E o castigo à falta de capricho na finalização veio a cavalo. Balanta roubou uma bola no campo de ataque e, sem perder tempo, Gutiérrez cruzou para Lanzini, que venceu a defesa no domínio e chutou para abrir o placar. Aos 22 minutos do segundo tempo, Riquelme empatou com essa cobrança de falta irretocável, no ângulo direito de Barovero.

O empate parecia mesmo ser o placar mais justo, mas quem disse que o futebol liga para essas coisas? Um escanteio cobrado da esquerda encontrou a cabeça de Funes Mori. A bola foi para o fundo das redes porque o goleiro Orión saiu do gol e não encontrou nada. Falha do camisa 1 do Boca Juniors, que acabou decidindo um Superclásico bem movimentado em Buenos Aires.

Mostrar mais

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo