Argentina

Morno quase frio

A história se repete e o mercado argentino anda pobre. Boca, River, Indepediente… não estão nas manchetes que costumavam preencher os jornais esta época do ano, pouquíssimas e inexpressivas contratações chegaram para o Clausura.

A ascensão das pequenas equipes explica um pouco o fenômeno. Elas já não precisam dos cinco grandes para lançar suas revelações ao mercado internacional. As futuras estrelas argentinas também abreviaram suas carreiras em seu país. Quem quiser ter um jogador que faça a diferença em campo, terá que equiparar as propostas do mercado externo, o que anda cada vez mais complicado aos endividados gigantes, ou pensar em repatriar velhos ídolos, ou mesmo aqueles que não vingaram na Europa como Licht, José Sosa, Nelson Benítez, Fontanello, Luciano Figueroa, Rusculleda e Cristian Giménez.

Apenas a contratação de Bieler foge à decepção dos torcedores pelos nomes que chegam. Resta recorrer ao mercado paraguaio, uruguaio, na esperança de que um novo Joaquin Boghossian apareça.

Recentemente, até mesmo os “pequenos” tiveram mais êxito em garimpar valores nos mercado menos badalados da América do Sul. Alguns exemplos? O Gimnasia La Plata encontrou há algum tempo atrás Gonzalo Vargas, o Banfield ainda desfruta de Sebastián Fernández e San Lorenzo reforçou bem sua lateral desde a chegada de Pintos.

Enquanto isso, as apostas do River Plate, Paniagua e Robert Flores não vingaram.
Ainda é preciso de uma boa rede de olheiros para encontrar bons valores – diferente do mercado brasileiro onde a profissão está em extinção – Apostando na sorte, o Lanús trouxe o ponta uruguaio Diego Ifrán, do Danúbio, o San Lorenzo aposta em Emiliano Alfaro, atacante do Liverpool uruguaio e River Plate traz Rodrigo Rojas do Olimpia.

Desta maneira, a previsão é que o Campeonato Argentino continue por mais um tempo com garotos ou veteranos em campo, situação que ditou o futebol brasileiro por algum tempo e aos poucos vai se alterando. Parcerias? Aumento dos preços dos ingressos? União com empresários ? O futebol argentino também terá que buscar o seu caminho.

O impasse da TV

Assim como aconteceu nas últimas temporadas, a discussão sobre a partilha dos direitos recebidos da TV pela transmissão do futebol foi retomada. Ao todo a Federação Argentina (AFA) recebe 436,044 milhões de pesos, para ser dividido pelos 20 clubes da primeira divisão.

O grupo formado pelas seis maiores equipes do país, o G6, luta pelo aumentode suas cotas. Hoje, Boca Juniors e River Plate recebem 30,68 milhões de pesos, Independiente, Racing, San Lorenzo, Vélez embolsam 23,1 milhões enquanto as outras 14 equipes ficam com 16,867.

O mandachuva da AFA, Julio Grondona politicamente manteve o discurso de que não se pode esquecer das equipes menores e o acordo deve ser mantido, Porém, o que mais chamou a atenção na última reunião que discutiu o assunto foi a ausencia de um representante do River Plate.

Muito foi especulado, da falta de um convite para Daniel Passarella à um pacto exclusivo entre a Federação e o clube Millonario. Passarella teria tido um encontro exclusivo com o presidente na tentativa de evitar a falência do River Plate.

Marcelinho e o Huracan

A imprensa argentina mal comentou e o mistão do Huracan veio ao Brasil para disputar um amistoso com o  Corinthians, no Pacaembu. 

Enquanto o clube continua preocupado em reforçar seu meio-campo, principalmente com a contratação de um volante, após o fracasso na negociação com Matías Rodriguez. no Brasil, o terceiro time do Globo mal conseguia passar do meio campo.

Defederico se fez presente novamente na história do Huracán apenas por 20 minutos, quando tentou jogadas rápidas pelo meio, agitando o primeiro tempo para permanecer apagado durante o restante da partida.

O Racing se mexe

Na primeira janela de 2010, o Racing se movimentou e o técnico Claudio Vivas vem dirigindo pessoalmente as contratações. Sondado por outros clubes, Claudio Bieler chegou e até já enfrentou o Independiente, disputando o clássico de Avellaneda, em Salta. Acima do peso, perdeu ao menos dois gols contra o maior rival e pouco fez na vitória de virada para cima do River Plate, também pelo torneio de verão.

Tudo indica que mais alguém chegará. A busca agora é por um jogador que abasteça o ataque. Dois “enganches” estão na mira: Papu Gomez, do San Lorenzo e Gabriel Hauche, do Argentinos Juniors. E o Racing começa o ano com uma equipe competitiva, com boas chances de ir bem no Clausura.

Mostrar mais

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo