Argentina

Milito fez o Cilindro tremer ao decidir o clássico de Avellaneda para o Racing

A mera presença de Diego Milito em campo faz uma enorme diferença para o Racing. Por mais que o centroavante esteja longe de sua melhor forma física, sua capacidade acima da média fica evidente em cada lance. E o craque da Academia deu novos motivos para a torcida idolatrá-lo ainda mais. O capitão marcou, de pênalti, o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Independiente no clássico de Avellaneda, válido pelo Campeonato Argentino. Além disso, atingiu a significativa marca de 250 gols em sua carreira.

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Ainda que o Racing divida suas atenções com a Libertadores, após perder o jogo de ida das quartas de final para o Guaraní, o técnico Diego Cocca não abriu mão de seus principais jogadores. Especialmente de Milito. E o centroavante, que permaneceu em campo durante os 90 minutos, recompensou a aposta com o gol decisivo. Aos 23 minutos, cobrou com segurança o pênalti para vencer o goleiro Diego Rodríguez. Poderia até ter feito mais, não fosse uma grande oportunidade desperdiçada no segundo tempo, com o gol vazio. Não fez falta.

Milito chegou a 49 gols marcados pelo Racing em suas duas passagens, três deles no clássico de Avellaneda.  De todos os clubes que o artilheiro vestiu a camisa, é aquele no qual menos balançou as redes. No entanto, por mais que as torcidas de Genoa e Zaragoza adorem o argentino, assim como a Internazionale seja eternamente grata pelos 75 tentos e pela conquista da Champions em 2010, é difícil comparar a idolatria que o veterano vive na Academia. Ao apito final, o Cilindro tremia na comemoração pela vitória que o craque havia garantido. Uma cria da casa, que retribui essa confiança com gols e a mesma paixão da torcida pela camisa albiceleste.

Abaixo, o ambiente em Avellaneda na entrada dos times para o clássico, assim como o momento do gol:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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