Argentina

Campeão mundial no Globo

O Huracán só foi perder sua invencibilidade no Apertura na sexta rodada. Até ali, havia conseguido duas vitórias e três empates. Bela campanha para quem acabou de subir, não é verdade? O problema é que o Globo (apelido do time) viveu dias turbulentos depois de ser derrotado pelo Boca. Seu técnico, Antonio Mohamed, pediu demissão. Em sua saída, Mohamed declarou que não estava gostando das muitas divisões que existiam dentro do clube.

Aparentemente, a vontade de sair de Mohamed envolveu mais coisas. Durante sua passagem pelo Huracán, o treinador reclamou várias vezes das condições de trabalho. Entre os pontos que desagradavam Mohamed, estavam a qualidade ruim do gramado e a falta de água quente nos vestiários. Mesmo insatisfeito com a atual situação, ele disse que um dia voltará ao Huracán.

Um dos procurados para assumir o cargo de técnico foi Jorge Burruchaga, campeão mundial pela seleção argentina em 1986 e que está sem clube. A resposta dele foi ‘não’. Outro que foi convidado e também não topou foi Claudio Ubeda, atual capitão do Huracán. Caso aceitasse, Ubeda teria que parar de jogar, a pedido da diretoria. Porém, como o atleta pretende atuar até junho de 2008, a busca pelo substituto de Mohamed teve que continuar.

O contratado acabou sendo um outro campeão mundial: Osvaldo Ardiles. Não se trata de um dos jogadores que estiveram no México em 1986, ao lado de Burruchaga. Ardiles deu a volta olímpica em 1978, na Argentina. Inclusive, o seu time na época era o próprio Huracán. Desde o ano passado, Ardiles não trabalha como técnico. Seu último clube foi o Beitar Jerusalem-ISR.

Com a chegada do novo comandante, o torcedor do Huracán ficou um pouco mais animado. Afinal, além de ter essa relação antiga com o clube, Ardiles já afirmou que gosta do estilo de Mohamed. Isso significa que o grupo não precisará passar por grandes mudanças. E para facilitar sua vida, Ardiles poderá contar com um velho conhecido. Estamos falando de…Claudio Ubeda. O experiente jogador foi treinado por Ardiles no Racing e no Tokyo Verdy-JAP.

Na estréia de Ardiles, o Huracán não foi nada bem. Perdeu em casa para o Gimnasia La Plata pela contagem mínima. Foi a terceira vitória consecutiva do Lobo no torneio. Nas três, não sofreu gol. Um dos responsáveis por está seqüência é Julio César Falcioni, que está no comando há quatro rodadas.

Tigre entre os três

O mais otimista dos torcedores do Tigre não poderia imaginar, antes do Apertura, que a equipe seria líder quando terminasse a sétima rodada. Na sexta-feira, o time recém-promovido derrotou o Gimnasia Jujuy por 2 x 0, na casa do adversário, e chegou aos 13 pontos. Portanto, alcançou a primeira posição, onde já estava o Boca. Todavia, para continuar lá, o Tigre precisaria torcer por uma derrota dos Xeneizes e para que o Independiente não ganhasse. O que parecia impossível aconteceu.

Em Avellaneda, no sábado, o Independiente enfrentou o San Martín. O Rojo chegou a estar perdendo por 2 x 0, mas conseguiu empatar. Aliás, foi seu primeiro empate no torneio. Este ponto fez com que o Independiente ficasse ao lado do Boca e do Tigre na primeira posição.

O Boca havia obtido 100% de aproveitamento nas quatro partidas anteriores e queria manter a boa fase contra o Colón, em Santa Fe. A etapa inicial não teve gol. No segundo tempo, aos sete minutos, os visitantes perderam Urribarri, que recebeu o cartão vermelho. Aos 28, foi a vez do Colón ficar com dez homens. Garcé foi expulso. Perto do encerramento é que o placar foi modificado: Grisales fez 1 x 0 aos 47 e levou o Colón a uma excelente posição. Agora sua equipe está um ponto atrás dos líderes Independiente, Boca e Tigre.

Analisando os números do Apertura, ficamos espantados com o Tigre (mais uma vez). De todos os times da competição, o Tigre é o dono da defesa menos vazada. Sofreu somente cinco gols. E nosso espanto aumenta quando vamos ver os melhores ataques. O Tigre aparece na penúltima posição, junto com o Rosario Central. Ambos marcaram cinco gols cada. Quem tem o pior ataque é o Olimpo, que fez quatro gols.

A vi(ra)da começa aos 40

Mais uma virada espetacular foi vista no Apertura. Desta vez, o Banfield fez 3 x 2 no Rosario Central, em casa. Com o triunfo obtido, o Taladro também ficou um ponto atrás dos líderes. Já os Canallas permanecem na lanterna e sem nenhuma vitória.

Antes da partida, o Rosario Central não havia marcado gol como visitante: 0 x 0 com o Boca, 1 x 0 contra o Independiente e 2 x 0 diante do Colón. Arzuaga, no primero tempo, terminou com esse tabu e abriu o placar. Na etapa final, Costa ampliou a vantagem aos oito minutos.

A virada começou, por incrível que pareça, aos 40 minutos do segundo tempo, com um gol de Patiño. Nove minutos depois, Pavlovich empatou. O resultado já era considerado uma vitória para o Banfield, mas logo a situação ia melhorar ainda mais. Imperiale, jogador do Central, colocou a mão na bola dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Quem cobrou, aos 55 minutos, foi o goleiro Lucchetti. O chute foi defendido por Castellano, que havia entrado em campo aos 25 minutos da etapa final, em conseqüência da contusão de Alvarez. Porém, Lucchetti aproveitou o rebote para marcar o terceiro gol do Banfield e o seu terceiro gol no torneio. Esta foi a segunda vez na competição em que Lucchetti desperdiça uma cobrança de pênalti e marca em seguida.

O leitor deve estar se perguntando o motivo de tantos acréscimos, certo? Muito se deve à paralisação que ocorreu após a terrível dividida entre Alvarez e Barrales. Foi ali que o goleiro do Central se machucou.

LIGERAS

– O River passeou diante do Vélez no Monumental: 5 x 0. Belluschi marcou três gols e foi o nome do jogo. Agora, os Millonarios estão a um ponto dos líderes.

– De virada, o Arsenal venceu o San Lorenzo por 4 x 2, na casa do adversário. No primeiro tempo, o Ciclón ganhou por 2 x 1. Porém, foi para o vestiário sem Méndez, expulso. Andrizzi e Villar, que entraram em campo na etapa final, marcaram um gol cada para o time de Sarandí. O mais interessante é que o Arsenal esteve no mesmo estádio (Nuevo Gasómetro) no último dia 6 e derrotou o San Lorenzo na Copa Sul-Americana, por 3 x 0. Calderón fez gol nas duas partidas (um na primeira e dois na segunda).

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Equipe Trivela

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