Argentina

Após a eliminação diante do Corinthians, Sebastian Battaglia é demitido do Boca Juniors

Battagloia dirigiu o Boca em 59 jogos e, questionado na diretoria do clube xeneize, acabou demitido após cair na Libertadores

O Boca Juniors decidiu demitir o técnico Sebastián Battaglia após a eliminação na Libertadores diante do Corinthians, na última terça-feira. Questionado na diretoria do clube, formada por ex-jogadores, tal como ele, o treinador não resistiu à queda. O jogador mais vencedor da história do clube acabou demitido como técnico, com o clube já de olho em possibilidades, como Ricardo Gareca, técnico do Peru.

“O Club Atletico Boca Juniors comunica que Sebastian Battaglia deixa de ser o treinador da equipe principal de futebol e agradece a ele sua contribuição ao longo deste ciclo”, diz o comunicado do Boca, que traz o curioso título “Muchos éxitos, Seba”. A decisão foi tomada na quarta-feira, mas o comunicado só saiu nesta quinta-feira, oficializando a saída do técnico.

Os questionamentos em relação a Battaglia não são novos. No meio da Copa da Liga Argentina, o treinador correu sério risco de demissão. Em meio às más atuações do time, havia a ideia de demitir o treinador. O time se recuperou e acabou campeão da Copa da Liga, em atuações dramáticas contra o Racing, que venceu nos pênaltis, e a vitória sobre o Tigre na final.

Na atual temporada, o Boca é apenas o 11º colocado no Campeonato Argentino, com nove pontos em seis jogos. O líder no momento é o Gimnasia y Esgrima, com 14 pontos, empatado com o Newell’s Old Boys. Na Copa Argentina, o Boca sofrou para eliminar o Ferro Carril. As derrotas para Unión e Banfield também pesaram, mesmo atuando com reservas. O nível de jogo do Boca era questionado.

Nem mesmo a tranquilidade de já estar na Libertadores 2023, graças ao título da Copa da Liga, poupou o técnico. O Conselho do Boca se reuniu na quarta-feira e decidiu pela demissão de Battaglia. O clima entre ele e o Conselho já era publicamente ruim, com críticas ao trabalho ao mesmo tempo que o técnico questionava a política de contratações, com a saída de Salvio, sem reposição, sendo uma delas.

Será o terceiro treinador na gestão de Juan Román Riquelme como vice-presidente e homem forte do futebol do Boca. O primeiro foi Miguel Ángel Russo, que também conquistou um título nacional, mas caiu pelo estilo de jogo bastante questionado, com baixa qualidade de futebol. Apesar de bons resultados, havia a exigência que o Boca jogasse melhor, algo que não aconteceu nem com Russo, nem com Battaglia, exceto em algumas partidas. Battaglia conquistou dois títulos: a Copa Argentina contra o Talleres e a Copa da Liga.  

“Não me explicaram nada, simplesmente se tomou a decisão e se respeita. Estou agradecido aos jogadores e aos torcedores. Saio conforme ao deixar dos títulos na instituição”, afirmou Battaglia, conforme relatado pela ESPN argentina.

O técnico interino do Boca será Hugo Ibarra, ex-jogador do clube e que comandava a equipe de reservas. Os rumores apontam para a chegada de Ricardo Gareca. O treinador argentino, que levou o Peru à Copa de 2018 e à repescagem por vaga na Copa de 2022, é um nome badalado no mercado sul-americano e com um trabalho reconhecidamente de qualidade na seleção peruana.

O fato do Peru não ter se classificado à Copa, ao perder para a Austrália nos pênaltis, torna a chegada de Gareca mais possível nos Xeneizes. Conta a favor de Gareca que ele sempre foi do gosto de Riquelme. É o nome mais forte no momento.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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