Argentina

Acabou o amor

Dois ídolos em disputa. Sem mais nenhum pudor, Palermo e Riquelme deixam claro que não podem mais dividir a mesma equipe. O bate boca tornou-se público, assim como o elenco rachado sob a influência de um, ou de outro. A torcida também tomou seu partido. A esperada renovação no Boca Juniors parece ser inadiável.

A briga entre os dois maiores jogadores xeneizes da atualidade, começou em 2008, quando Riquelme foi trazido de volta a peso de ouro de volta do Villarreal. Se nunca foram amigos, mesmo dividindo as mesmas equipes de 1997 a 2000, foram em campo sempre uma dupla eficiente, de talentos complementares.

Foi durante a Libertadores de 2008 que pela primeira vez os desentendimentos saíram dos vestiários para as manchetes. Ao substituir Caranta, Pablo Migliore, amigo de Martín, falhou no empate em 2 a 2 diante do Fluminense e foi repreendido em público por Riquelme. As coisas nunca mais foram as mesmas nos vestiários auriazuis. Pouco depois mais lenha na fogueira. Julio Cáceres expôs sua preferência: “Riquelme não corre. Não dá o exemplo como Palermo, nosso líder positivo”.

Contra o Arsenal de Sarandí por 4 a 0, Martin Palermo tornou-se o maior artilheiro da história do Boca Juniors. Com os dois gols que marcou na partida, chegou a 220, superando assim a marca que Roberto Cherro mantinha desde 1938, 218 tentos. Não se sentindo ofuscado, Riquelme fez uma partida das melhores e como há muito não se via e deu o passe para o primeiro gol de Martín.

O recorde foi o que faltava para que a principal torcida organizada do clube manifestasse seu apoio ao artilheiro. “Martín Palermo, el único héroe en este lío”, foi a frase sob um trapo estendida na partida seguinte entre os torcedores da 12. Independente da organizada, Palermo parece mais propenso a ficar.

As notícias de que Riquelme negocia com outras equipes apareceram com freqüência nos últimos dias. Mas quando se trata do camisa 10 é preciso desconfiar ainda mais das especulações. Román atualmente está mais interessado em uma vida mais “cômoda” do que em cifras financeiras.

A “limpeza” começou com Luis Alberto depois de inexpressivas sete partidas voltou ao Brasil. Na próxima vez podem ser os ídolos. Certamente esta história terá muitos outros capítulos.

O momento de Messi

Menos de dois meses para a Copa do Mundo. Partidas inacreditáveis e os argentinos vivem um período de trégua com a principal estrela de sua seleção. O que Messi fará no Mundial?

Há pouco tempo, o pai de Lionel, Jorge Messi, declarou publicamente que seu filho era maltratado na Argentina. Pelo mundo não faltam elogios nas últimas semanas. De Wenger a Stoichkov todo mundo lembrou-se da possibilidade do surgimento de um mito.

Para alguns a explicação é tática. Messi saiu da direita, agora atua no meio campo, aparece por todos os lados. Na última partida da Argentina, a esperançosa vitória contra a Alemanha, Messi foi enganche, posição semelhante a que está desempenhando no Barcelona.

Em meio a tanta expectativa, a relação Messi- Maradona é tratada com ironia: “A melhor e única forma de parar Messo é colocar Maradona como seu treinador”. As mais diversas teorias aparecem: Maradona teria medo de ser superado por Messi.

A dois meses para a Copa do Mundo e o mundo espera por Messi.

River Plate e seu novo treinador

Angel Cappa comandou o Huracán na ótima campanha do time no Clausura 2009, ao levar a equipe ao vice campeonato. Chegou da Espanha, trabalhou com os jogadores millonarios já no dia seguinte e saiu vencedor da primeira partida do River Plate sob seu comando.

Mais do que a vitória por 2 a 1 diante do Godoy Cruz, o River apresentou um bom futebol e voltou a respirar. Também soube agradar a torcida promovendo a volta de Gallardo e de Ortega aos titulares.

Cappa também promoveu alterações táticas logo em sua estréia. Deu mais liberdade aos laterais e orientou a equipe a garantir a posse de bola. Também contou com a sorte do retorno de Diego Buonanotte.

Resta saber se Cappa é mesmo o “Angel” tão esperado em Monumental de Nuñez, ou se é mais uma ilusão.

Dios dá pistas

Maradona já começa a desvendar o mistério e deu pistas dos jogadores que estão confirmados para ir à África do Sul. Em uma nota com FM Metro, o treinador praticamente confirmou os 11 titulares que estarão na estréia contra a Nigéria. Romero será o goleiro. Na defesa, Maradona deve optar pela segurança de uma linha de quatro defensores: Otamendi, Heinze, Demichelis e Samuel.

Para o meio-campo: Jonas Gutierrez, Mascherano, Verón e Di María. No mesmo programa, ele confirmou Aguero e Tevez na convocação final e que Higuaín e Messi formarão a dupla de ataque argentina. Mostra que a vitória em cima da Alemanha valeu mais do que mil treinamentos.

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Equipe Trivela

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