Argentina

A bicicleta perfeita que ajuda a recontar a lenda de Francescoli no River Plate

Enzo Francescoli tem todos os motivos para ser colocado entre os maiores ídolos da história do River Plate. O Príncipe chegou a Núñez com apenas 21 anos, e brilhou com a equipe na conquista de um título argentino, saindo pouco antes da conquista da Libertadores de 1986. Entretanto, o uruguaio voltou aos Millonarios já veterano, para levar o clube outra vez ao topo das Américas. Ergueu a taça continental em 1996, além de faturar mais quatro campeonatos nacionais. Aposentou-se em 1997 como uma verdadeira lenda do Monumental. E, como toda lenda, cheio de grandes episódios para serem contados.

Um dos mais emblemáticos aconteceu há exatos 30 anos. A Copa Ouro de 1986 era um torneio de verão com grande peso. Além de River Plate e Boca Juniors, ainda contava com a seleção da Polônia – desfalcada de seus astros, mas recheada de jogadores que foram ao Mundial do México. E justamente contra os poloneses que Francescoli teve uma de suas atuações mais celebradas. O Príncipe marcou três gols, comandando uma espetacular virada por 5 a 4, como conta com detalhes o amigo Caio Brandão, no ótimo Futebol Portenho.  Após a vitória dos argentinos por 1 a 0 no primeiro tempo, a Polônia chegou a marcar 4 a 2 na etapa final. Francescoli já tinha balançado as redes uma vez, a partir de bela trama coletiva. Mas destoou mesmo nos últimos sete minutos, quando o River buscou os três tentos da vitória. O Príncipe fez o terceiro da equipe, em petardo de dentro da área. E o quinto, em uma bicicleta fabulosa nos acréscimos. Matou no peito e executou o movimento perfeito. Um lance imprescindível para se falar sobre o craque.

Para conhecer todos os detalhes daquele épico, vale ler a matéria do Futebol Portenho.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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