Confirmado na próxima Champions League, após o Tribunal Arbitral do Esporte reverter a exclusão imposta pela Uefa, o Manchester City ataca o mercado para reforçar seu elenco e um dos primeiros nomes tende a ser o jovem espanhol Ferrán Torres, do Valencia, cuja contratação pode ser oficializada ainda esta semana, segundo a ESPN, após dar declarações à BBC se dizendo pronto para encarar “maiores desafios”.

Habilidoso jogador de ataque, Torres seria o substituto de Leroy Sané, negociado com o Bayern de Munique,  chegaria por uma pechincha entre € 23 milhões e € 27 milhões, mais variáveis, aproveitando o momento de fragilidade do Valencia, que deve perder alguns jogadores importantes, incluindo o capitão Dani Parejo, cujos desentendimentos com o dono Peter Lim levaram a relação a um desgaste sem volta, segundo o Marca.

Nessa situação, está difícil convencer Torres a renovar seu contrato, com validade de apenas mais um ano, e o Valencia se vê naquela situação em que precisa decidir se o vende barato agora ou corre o risco de perdê-lo de graça ao fim da próxima temporada.

“Como jogador, eu me considero ambicioso, alguém que sempre quer vencer, vencer, vencer e, à medida que o tempo passa, e você se sente mais bem preparado, você quer assumir desafios maiores, passar por uma mudança de ambiente. Sim, eu acho que estou pronto para fazer isso”, afirmou à emissora britânica.

“Dentro de mim, sempre penso que sou o melhor e que quero ser o melhor e trabalho para tentar ser o melhor. Se você não acredita que é o melhor, ninguém nunca acreditará que você é”, completou, cheio de confiança, o garoto que está aprendendo inglês porque “nunca se sabe aonde o futebol o levará, mas inglês é essencial em qualquer parte do mundo”.

Capaz de jogar pelas pontas, como Sané, mas também pelo meio, Torres tem uma abordagem mais instintiva do jogo de futebol. “Mais do que uma compreensão consciente, o que eu faço eu faço instintivamente. Se isso quer dizer compreensão (do jogo), então acho que sim, embora eu nunca ache que eu sei o que farei, mas acabo simplesmente fazendo no momento”, afirmou.

Em tom já um pouco saudoso, Torres lembrou a primeira vez em que colocou a camisa do Vencia.  “Eu fui ao banheiro e me olhei em transe. Estava usando apenas a camiseta e minhas roupas de baixo e encarando a camisa, dizendo a mim mesmo: ‘O que estou fazendo aqui? Como cheguei aqui?’. Foi um momento especial”.

“No fim do dia, é o time da minha terra e o time que me deu tudo”, encerrou.