Aloísio demorou 11 jogos para fazer um gol sob o comando de Muricy Ramalho. Seu último havia sido marcado em 5 de setembro, contra o Criciúma, dois jogos antes da reestreia do tricampeão, que substituiu Paulo Autuori. Esse jejum incomodava o carismático Boi Bandido, minava a sua confiança, mas tudo isso já faz parte do passado. Nos últimos três jogos, foi tão decisivo quanto se espera de Luis Fabiano. Uma máquina de gols.

Apenas um jogador confiante bate pênalti como Aloísio neste domingo contra o Internacional. Duas pancadas firmes na rede lateral do gol de Muriel. Não precisa nem ir muito longe para ver o contraste. É só sair do ataque e ir para o gol do São Paulo. A cabeça de Rogério Ceni ruminava três cobranças desperdiçadas quando ele assumiu a responsabilidade contra o Corinthians. O resultado? Um chute mais ou menos, que Cássio defendeu.

Os gols com bola rolando de Aloísio contra a Universidad Catolica também denotam confiança. Um jogador que duvida das suas capacidades não tenta uma cavadinha. Não dribla o goleiro. Essa fase iluminada do catarinense que comemora gols com voadoras começou após a bem sucedida bicuda, provavelmente de olhos fechados, que ele acertou contra o Bahia, que garantiu a vitória por 1 a 0.

Nas piores fases do São Paulo neste ano, Aloísio foi criticado pela escassez de técnica. Era um brigador. Um raçudo, mas não lhe peça para fazer embaixadinhas. Agora, ele assinou seis dos oito gols que o time marcou nas últimas três partidas. Quando Luis Fabiano estiver, enfim, apto a praticar futebol, Muricy Ramalho terá uma decisão a tomar. Porque quem precisa de técnica quando todos os chutes estão entrando?