O Strongest pode ser o principal representante da Bolívia na Libertadores, fazendo boa campanha desde as preliminares. Dentro de casa, porém, o Bolívar mostrou quem manda. Nesta quarta, o Estádio Hernando Siles recebeu o Clássico Paceño. E os celestes aplicaram uma goleada bastante imponente: 4 a 1 sobre os rivais, no placar mais elástico do dérbi desde 2011. Destaque para Mauricio Prieto, autor de um golaço que, se contar com a boa vontade das autoridades da Fifa, é digno de concorrer ao Prêmio Puskás. La Academia lidera o Bolivianão, com 21 pontos em oito rodadas, enquanto o Tigre aparece apenas em sétimo, com nove pontos a menos.

Tudo corria bem para o Bolívar desde o primeiro tempo. Criando mais chances, os celestes abriram o placar com Ronnie Fernández e ampliaram com Juan Carlos Arce. Para piorar, o Strongest saiu ao intervalo com um a menos, depois que Fabricio Pedrozo foi expulso. Mas o melhor ficou para os 12 da etapa complementar, quando Pietro humilhou.

Em uma bola espirrada, o uruguaio aplicou, de primeira, um lençol em Alejandro Chumacero. Desmoralizou o craque dos rivais. Na sequência, ajeitou de cabeça, antes de soltar o balaço de fora da área, sem-pulo. A bola fez uma curva para fora e morreu no ângulo do goleiro Daniel Vaca. Fantástico. Um minuto depois, até rolou outra pintura, com Ronnie Fernández mandando por cobertura do meio da rua, após erro na saída dos adversários. Nada que se equiparasse à antologia de Prieto. Gol para ser lembrado por muitos e muitos clássicos.