O time é praticamente o mesmo do ano passado, mas os resultados mudaram bastante. Do início claudicante e responsável pela perda do título alemão em 2010/11, às nove vitórias seguidas nessa temporada sem sofrer gols, poucos nomes mudaram no Bayern Munique. Mais exatamente quatro: Neuer, Rafinha, Boateng e Jupp Heynckes. Só isso explica essa grande sequência?

Provavelmente, a resposta é negativa. Tudo bem que, com reforços, a defesa melhorou individualmente e só tomou um gol na temporada (na derrota por 1 a 0 para o Borussia Mönchengladbach, na primeira rodada), mas Van Buyten e Badstuber continuam por lá (o último jogando incrivelmente bem, inclusive). É possível dizer também que a filosofia de jogo de Jupp Heynckes, menos vertical que a de seu antecessor Louis van Gaal, privilegia a posse de bola, o que faz com que a defesa não tome tantos contra-ataques no jogo e esteja sempre mais bem postada.

Tudo isso ajuda a ganhar jogo, mas não decide. E quem decidiu até agora foi a turma lá do ataque. Frank Ribéry, por exemplo deu duas assistências na vitória por 3 a 0 contra o Bayer Leverkusen (fora o baile) neste domingo. Mario Gómez é o artilheiro do campeonato com oito gols (fora os perdidos). Toni Kroos, que brilhou sob o comando de Heynckes no Leverkusen em 2009/10, perdeu o excesso de peso que o acompanhava e faz um início de temporada espetacular, assim como Thomas Müller.

E ainda há Robben. O quase sempre lesionado Robben, jogador de quem o time dependeu nas duas últimas temporadas e com o qual nem sempre foi possível contar. De algum jeito, ele entrará no time contra o Manchester City nesta terça-feira, pela Liga dos Campeões, e é ele quem provavelmente salvará a pele do time nos jogos difíceis em nível continental. Pelo próprio histórico físico, poderia ficar na reserva para entrar em situações difíceis e resolver, até porque o time parece ter ultrapassado a época da “robbendependência”.

Toda essa conversa do último parágrafo, porém, poderá ir por terra se os bávaros não jogarem bem contra o Manchester City. É o primeiro teste contra um time mais forte do cenário europeu, a primeira partida na qual o time terá realmente a defesa testada e poderá passar por dificuldades. Se passar por cima dos Citizens como tem feito com os adversários doméstico, certamente passará a ser encarado como um dos candidatos a levantar a taça da LC em 2011, na Allianz Arena.