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Em uma Copa repleta de craques, Matthäus consagrou o tri da Alemanha há 25 anos

Quando dizem que a Copa do Mundo de 1990 foi uma das piores de todos os tempos, não estão mentindo – do ponto de vista dos jogos, ao menos. Em tempos nos quais o defensivismo era fortíssimo entre as principais equipes do mundo, a competição acabou com poucos gols. No entanto, o Mundial da Itália tinha vários craques à disposição. E quem já folheou o álbum de figurinhas daquele torneio sabe disso: Baresi, Maradona, Milla, Polster, Skhuravy, Hagi, Zavarov, Romário, Valderrama, Stojkovic, Scifo, Butragueño, Francescoli, Gascoigne e Van Basten – ficando apenas em um nome por país. Além, é claro, de uma grande seleção. Se o restante do torneio não ajudou, a Alemanha Ocidental de Matthäus jogou bem o suficiente para não merecer o rótulo geral daquela Copa e conquistar o tri mundial, há exatos 25 anos.

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O primeiro grande resultado dos alemães veio logo na estreia. Com um show de Matthäus e Klinsmann, o time de Franz Beckenbauer enfiou 4 a 1 sobre a Iugoslávia – uma das seleções mais fortes da Europa naquele momento e que se recuperaria na sequência, se tornando uma das sensações daquela Copa. Entretanto, o Nationalelf mostrou um enorme cartão de visitas. Depois, a equipe ainda massacrou os Emirados Árabes Unidos por 5 a 1, enquanto, já classificada, empatou por 1 a 1 com a Colômbia – graças a um golaço de Rincón aos 48 minutos do segundo tempo.

Nas oitavas de final, a vítima foi a fortíssima Holanda, que vinha do título da Eurocopa há um ano. Triunfo por 2 a 1 da Alemanha, em partida marcada pela cusparada de Völler em Rijkaard. Na sequência, Matthäus anotou o único na vitória magra sobre a Tchecoslováquia, enquanto eliminou a Inglaterra nos pênaltis em um jogo dramático nas semifinais. Por fim, a decisão não contou com uma grande partida, contra a limitada Argentina de Maradona. Mas os alemães jogaram melhor e contaram com um pênalti (discutível, é verdade) aos 40 do segundo tempo para a consagração. Brehme não se intimidou com Goycochea e converteu a cobrança, deixando a taça nas mãos de Matthäus.

Por mais que a equipe não propusesse um futebol tão ofensivo, a Alemanha Ocidental contava com um elenco excepcional. Illgner era um grande goleiro e contava com a sombra gigantesca de Köpke no banco. A defesa tinha muita solidez, especialmente em Kohler e Buchwald. Brehme voou na ala esquerda, enquanto o meio-campo distribuía técnica entre Hässler, Mätthaus e Littbarski – e as opções de Möller e Thon no banco. Por fim, Klinsmann e Völler formavam uma dupla de ataque respeitadíssima. Renderam bem, merecidamente campeões.

Ainda que a Copa de 1990 não proporcione as melhores lembranças, a Alemanha Ocidental merece estar acima disso. Especialmente por Matthäus, praticamente unânime como o Bola de Ouro da competição. Se aquela edição tinha tantos craques, o camisa 10 alemão honrou todos aqueles que ficaram pelo caminho, com atuações de altíssimo nível.

Abaixo, dois vídeos: a entrega da taça no Estádio Olímpico de Roma (pasmem, até com sinalizadores) e os lances de Matthäus ao longo do torneio.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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