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Adeus, ídolos: O Dortmund proporcionou uma despedida fantástica a Klopp e Kehl

Sete anos de história, de paixão e de idolatria. Sobretudo, sete anos de ótimos resultados, apesar dos percalços nesta temporada. Jürgen Klopp escreveu uma história inesquecível no Borussia Dortmund. Retribuída com uma linda homenagem da torcida aurinegra. Em uma tarde que marcou a despedida do treinador e também do capitão Sebastian Kehl, desde 2001 vivendo as glórias e as dificuldades do clube, o Signal Iduna Park não poderia ter feito melhor. Proporcionou o adeus caloroso que os dois ídolos mereciam.

A celebração começou antes mesmo de a bola rolar. Kehl recebeu flores e aplausos dos 81 mil que lotaram as arquibancadas. Nada mais justo para o membro mais antigo do elenco, presente no título de 2001, no temor de falência do clube e na reconstrução durante os últimos anos. O capitão de uma equipe que reergueu o moral de sua torcida e também fez muito em campo, comandando o meio-campo com talento e visão de jogo. Talento que levou o veterano de 35 anos a duas Copas do Mundo.

Já a primeira exaltação a Klopp aconteceu nas tradicionais coreografias da Muralha Amarela. O “obrigado, Klopp” subiu junto com a imagem do treinador que recuperou o orgulho dos aurinegros. Dois títulos da Bundesliga, uma final de Champions, grandes craques revelados ou descobertos. Mais do que isso, um estilo de jogo marcante, que recolocou o Dortmund entre os melhores da Europa. Apesar do risco de rebaixamento nesta temporada, a gratidão por tudo permanece. Especialmente pela maneira como Klopp também se portou como um torcedor, expondo o seu amor pelas cores do clube em cada atitude. A tristeza visível nas derrotas e a vibração contagiante das vitórias.

Com a bola rolando, o Dortmund conquistou uma vitória importante: 3 a 2 sobre o Werder Bremen, que garantiu a sétima colocação e a vaga ao menos na fase qualificatória da Liga Europa. Kagawa e Aubameyang abriram o caminho para a vitória antes dos primeiros 20 minutos e, ainda que os verdes tenham encostado no placar, Mkhitaryan ratificou o resultado com um belo gol. Mesmo assim, as arquibancadas não pulsaram tanto quanto aos 41 do segundo tempo, quando Kehl deixou o campo sob enorme ovação.

Ao final do jogo, mais festa. Como é tradicional, os jogadores foram agradecer a torcida pelo apoio durante toda a temporada, independente da fase. E Klopp pôde desfrutar da força dos aurinegros pela última vez, naquela que foi sua casa por sete anos. Correu desde o meio de campo para pular e fazer a Muralha Amarela gritar. Não segurou as lágrimas. O adeus definitivo de Klopp e Kehl acontece na decisão da Copa da Alemanha, no Estádio Olímpico de Berlim, contra o Wolfsburg. Os aurinegros certamente farão muito barulho, diante da chance da última glória. Contudo, desde já eles terão que se acostumar com a ideia de perder a vibração do Signal Iduna Park. Algo para se sentir intensamente quando se vive, mas também para não se esquecer jamais.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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