A Alemanha venceu a disputa para sediar a Eurocopa de 2024, vencendo a Turquia em votação do Comitê Executivo da entidade, em Nyon. O país, que recebeu a Copa do Mundo de 2006, voltará a sediar a Eurocopa, algo que aconteceu pela última vez em 1988. Entre os motivos que levaram os alemães a ganharam a concorrência foi a melhor infraestrutura do país, que já está pronta para a competição. Além disso, a Turquia vive uma crise econômica e o relatório sobre o país ainda levanta problemas com violações de direitos humanos.

LEIA TAMBÉM: [Exclusivo] Lahm admite constrangimento pelo 7 a 1: “Foi uma opressão”

O Comitê Executivo da Uefa, que elege a sede das competições, tem 17 membros. Destes, 12 votaram na Alemanha, 4 na Turquia e um voto foi considerado inválido. “Quero oferecer meus parabéns tanto às federações alemã quanto turca pelas suas excelentes candidaturas. Eu estou realmente ansiosos para outra celebração do melhor futebol de seleções da Europa em 2024 e eu sei que a Alemanha será uma sede fantástica e que nós veremos um torneio maravilhoso tanto dentro quanto fora do campo”, afirmou o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin.

“Eu gostaria de agradecer ao Comitê Executivo da Uefa por sua confiança.  Eu estou totalmente ciente da responsabilidade e do quanto este torneio representa para a Uefa. Amanhã nós iremos começar a fazer tudo que nós podemos para atender às altas expectativas que vocês têm conosco”, disse Reinhard Grindel, presidente da Federação de Futebol Alemão (DFB).

O estádio Olímpico de Berlim, palco da final da Copa do Mundo de 2006, também receberá a final da Eurocopa de 2024. O torneio, que tem 24 seleções, te, 51 jogos programados para uma disputa que demora até 32 dias, entre junho e julho. Além de Berlim, outras nove cidades serão sede da Eurocopa de 2024: Dortmund, Colônia, Düsseldorf, Frankfurt, Gelsenkirchen, Hamburgo, Leipzig, Munique e Stuttgart.

A Turquia perde pela quarta vez uma disputa para sediar a Eurocopa, nas cinco últimas disputas. Os turcos queriam comemorar o centenário da federação em 2024 sediando o seu primeiro torneio de grande importância. Os turcos acabaram perdendo a disputa para um gigante, econômica e politicamente, do continente. Ainda mais no futebol.

Além da política, o que pesou em favor da Alemanha foi a infraestrutura do país, já pronta. O relatório dos delegados da Uefa deu vantagem ao país da chanceler Angela Markel em capacidade hoteleira, estádios e transporte, que estão prontos e são de alta qualidade. O relatório sobre a candidatura turca falava em necessidade de melhora nos aeroportos, ferrovias, estradas e estádios.

As coisas ficam ainda mais complicadas porque a economia da Turquia vive uma situação difícil. O relatório sobre a Turquia ainda falava sobre um ponto muito ignorado, usualmente, por entidades como a Uefa e a Fifa, mas que o Fifagate de 2015 está ajudando a mudar: os direitos humanos. O país é governado por Recep Tayyip Erdogan, acusado de crimes humanitários. O relatório apontava problemas em relação a direitos humanos e, ao contrário da Fifa que ignorou esses relatórios em relação ao Catar, sede da Copa 2022, a Uefa, pressionada, levou isso em conta.