Bong Joon-ho entrou para a história do cinema neste domingo. O diretor sul-coreano foi o grande vencedor do Oscar 2020, ao levar quatro estatuetas com seu longa “Parasita” – que, inclusive, tornou-se a primeira produção em língua estrangeira a faturar o prêmio de “Melhor Filme”. E o nome de Bong terminou exaltado até mesmo pelo Manchester City, que tirou uma casquinha do sucesso. A referência do cineasta no futebol, afinal, joga no Estádio Etihad.

A história começa em novembro, quando Bong fazia uma rodada de perguntas e respostas no Reddit. Questionado sobre quais seriam as cinco pessoas que convidaria a uma “última ceia”, o diretor sul-coreano listou: Martin Scorsese (a quem homenageou neste domingo), Alfred Hitchcock (uma verdadeira lenda do cinema), Jimmy Page (o guitarrista que era seu herói na adolescência), Yuna Kim (sul-coreana com inúmeras medalhas na patinação artística) e… Kevin de Bruyne! Na verdade, o meio-campista foi citado até antes que Scorsese e Page.

Diferentemente do que poderia se esperar de um sul-coreano, diante da febre que envolve Son Heung-min no país, Bong apresentou uma preferência menos óbvia e exaltou o maestro do Manchester City. Não dá para saber até que ponto se dá a preferência do diretor pelos Citizens, mas o lugar oferecido ao belga é de honra. Comeriam “pratos espanhóis e muita paella” na virtual última ceia do ganhador do Oscar.

Em maio, após faturar a Palma de Ouro no Festival de Cannes, Bong comparou seu retorno à Coreia do Sul como “o desembarque da seleção depois de uma Copa do Mundo”, diante da quantidade de jornalistas que o aguardavam no aeroporto. O que experimentará nesta volta após o Oscar certamente será tão grande quanto aquilo que os sul-coreanos viveram em 2002, quando disputaram o terceiro lugar da Copa em Daegu – a cidade onde, coincidentemente, o diretor nasceu. E se o futebol marca o cineasta desta maneira, não custa sonhar com uma dobradinha em breve.