No fim de semana, conhecemos os dois últimos clubes classificados para o Mundial de Clubes. Um deles, você talvez tenha ficado sabendo, foi o Flamengo. O outro, o Al Hilal, recém-coroado campeão da Ásia pela terceira vez. Depois de derrotar o Urawa Red Diamonds, em casa, ganhou também em Saitama, por 2 a 0, garantiu o título da Champions League asiática e fechou a chave do campeonato mundial do Catar.

O gol solitário de André Carrillo em Riade, no jogo de ida, realizado em 9 de novembro, garantiu ao Al Hilal a vantagem para a partida decisiva. No Japão, o time da casa chegou a ter chances de igualar o duelo, mas quem marcou o primeiro gol foi Salem Al-Dawsari, completando o passe de primeira de Sebastian Giovinco.

Carillo deu assistência para o segundo, de Bafétimbi Gomis, aos 48 minutos do segundo tempo. O atacante francês de 34 anos foi o artilheiro da competição, com 11 gols em 14 partidas. Titular e em campo os 90 minutos de toda a campanha do Al Hilal, também foi eleito o craque do torneio.

Foi uma campanha muito familiar ao Hilal, que derrotou os sauditas Al Ahli e Al Ittihad nas duas primeiras fases do mata-mata, antes de derrotar o Al Sadd, do Catar, treinado por Xavi Hernández, para alcançar sua sétima final asiática contra o Urawa Red Diamonds, de quem havia perdido em 2017. Desta vez, porém, saiu o tricampeonato, igualando os feitos de 1991 e 2000.

O maior campeão saudita, com 15 títulos, teve quatro treinadores este ano. Começou com ninguém menos do que o próprio Jorge Jesus. O atual comandante do Flamengo estava na ponta da tabela, mas era pressionado a estender seu contrato pelo menos até as fases decisivas da Champions League asiática. Ele se recusou e saiu ao fim de janeiro.

Os torcedores do Urawa Red Diamonds fizeram um mosaico bem legal em Saitama (Foto: Getty Images)

Seu substituto, o croata Zoran Mamic, foi demitido perto da reta final do Campeonato Saudita, e o brasileiro Péricles Chamusca foi contratado, por empréstimo do Al Faisaly com opção de compra, para tentar o título nacional. Acabou ficando um ponto atrás do Al Nasr. Chamusca não ficou, e o romeno Razvan Lucescu, campeão grego pelo Paok, assumiu o comando.

Uma outra coincidência é que também havia muita expectativa em torno do Al Hilal, que trouxe nomes como Giovinco, o maior craque da Major League Soccer nos últimos anos, e também o volante Gustavo Cuéllar, ex-Flamengo, que nem no banco de reservas ficou. É o melhor representante asiático desde o Guangzhou Evergrande, campeão em 2013 e 2015.

O Al Hilal pode se reencontrar com Jesus na semifinal do Mundial de Clubes. Precisa, primeiro, passar pelo Espérance, representante africano, nas quartas de final. Na outra chave, o Al Sadd, time do país sede, enfrenta o Hienghène Sport, da Nova Caledônia, por uma vaga nas quartas de final contra o Monterrey, do México. Um desses três pegará o Liverpool.