A estreia da Nigéria contra a Croácia foi longe do esperado. O time fez uma das piores atuações da Copa do Mundo na primeira rodada, foi vencida pela Croácia por 2 a 0 e deu uma péssima impressão aos torcedores. Ahmed Musa ajudou a mudar isso no segundo jogo. Com dois gols e atuação decisiva, foi crucial para a Nigéria vencer a Islândia por 2 a 0. Isso depois de Musa não ter começado como titular contra a Croácia, mas ter ganhado a posição de Alex Iwobi nesta partida.

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Musa foi personagem em um episódio importante do ciclo da seleção nigeriana rumo à Rússia. Quando Sunday Oliseh assumiu como técnico, em 2015, ele foi nomeado capitão do time, tirando a braçadeira do goleiro e ídolo Vincent Enyeama. O episódio gerou uma rusga que fez o goleiro se aposentar da seleção. Mais adiante, Oliseh deixou o cargo e Musa, que tem 25 anos, deu a braçadeira para John Obi Mikel, 31 anos, um jogador mais experiente e bastante influente no vestiário. Uma atitude inteligente que ajudou a melhorar o time. Mikel descreveu Musa como “um profissional maravilhoso”.

Em termos de clubes, Musa não tem vivido um grande momento. Depois de uma badalada transferência para o Leicester, teve um semestre muito ruim e em janeiro deste ano foi emprestado ao seu antigo clube, o CSKA Moscou, depois do técnico Genot Rohr ter dito que ele precisava ter mais minutos em campo, já que ele mal jogava pelo clube inglês. Chegou à Rússia e acabou começando o primeiro jogo no banco, mas seu potencial técnico é dos maiores do elenco. Acabou ganhando a vaga depois da péssima partida de estreia do time, na qual ele entrou e melhorou um pouco as Super Águias.

Contra a Islândia, com a corda no pescoço, a Nigéria precisava da vitória e Musa foi quem mais brilhou. Em um contra-ataque, dominou bonito para marcar o primeiro gol. Depois, aproveitou um chutão para frente e fez uma jogada individual para decidir o jogo, driblando até o goleiro para marcar 2 a 0. Ele foi um dos três jogadores que chutou três vezes a gol, ao lado do companheiro Victor Moses e do islandês Gylfi Sigurdsson. Também foi quem mais driblou, quatro vezes, ao lado de Sigurdsson, o principal jogador islandês.

Musa se beneficiou da mudança tática promovida pelo técnico Gernot Rohr, que passou de um 4-3-3 para um 3-5-2, deixando Musa e Iheanacho no ataque. Assim, o time conseguiu ser agressivo em ataques rápido e em contra-ataques, como foram os dois gols marcados contra a Islândia. A rapidez pelos lados foi crucial. No primeiro gol, com Moses arrancando pelo lado direito e cruzando para Musa. No segundo, com o próprio Musa puxando o ataque pelo lado esquerdo e resolvendo tudo sozinho.

Com Musa em forma e bem tecnicamente, a Nigéria ganha muita força. Em termos técnicos, é um dos melhores jogadores do time, se não for o melhor. Faltava confiança, faltava ritmo. Aparentemente, é algo que já está bem melhor. Com ele em campo, e a atuação que a Nigéria teve no segundo tempo, a Argentina terá que se preocupar. Porque a Nigéria manteve o sul-americanos vivos, mas também sonha em chegar às oitavas de final dependendo dela mesma.


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