Copa Africana de Nações

Oito jogadores que chegam em alta para as quartas de final da Copa Africana de Nações

Apresentamos oito nomes, nem todos tão óbvios, que vêm fazendo um bom torneio até o momento

Num final de semana vazio de jogos no futebol internacional, as atenções se voltam para a Copa Africana de Nações. O cardápio será cheio no torneio continental, com os quatro duelos pelas quartas de final. Marrocos x Egito é o que mais chama atenção, mas também há promessa de surpresas, com os desafios de Gâmbia e Guiné Equatorial frente a Camarões e Senegal, respectivamente. Um pouco mais de equilíbrio deve ser visto em Tunísia x Burkina Faso. Abaixo, uma prévia sobre os confrontos, com oito nomes que chegam em alta depois de quatro rodadas da competição.

Camarões x Gâmbia

Vincent Aboubakar

Ao que parece, Vincent Aboubakar é daqueles jogadores que se transformam numa competição. A Copa Africana de Nações garante excelentes lembranças ao centroavante. Ele já tinha sido decisivo na conquista da CAN 2017, ao anotar seu único gol na campanha exatamente para definir a vitória sobre o Egito na final. A confiança do jogador de 30 anos na CAN 2021, por sua vez, é o que se sobressai. Parece não haver distância para Aboubakar desferir seus chutes potentes e ele sempre marca presença na área. Não à toa, anotou seis gols nas quatro primeiras partidas e estabeleceu a melhor marca numa edição do torneio neste século. É possível igualar o recorde de nove tentos, que permanece intocado desde 1974.

Musa Barrow

O bom desempenho de Gâmbia em sua estreia na Copa Africana de Nações apresenta bons jogadores. Porém, é o mais conhecido quem mais chama a responsabilidade. Musa Barrow tem apenas 23 anos, mas já uma experiência respeitável no futebol italiano e mostra como a oportunidade imensa aos Escorpiões deve ser aproveitada. Repete grandes atuações e lances decisivos ao longo da CAN. O jovem inclusive tem entrado também como um homem de referência, mesmo não sendo sua posição comum. Garante excelente movimentação, inteligência nos movimentos e chutes quase sempre perigosos. São dois gols na competição, inclusive o da classificação contra Guiné.

Burkina Faso x Tunísia

Edmond Tapsoba

A seleção de Burkina Faso possui duas grandes lideranças. Mais à frente, Bertrand Traoré é quem centraliza as ações. Na defesa, a responsabilidade fica com Edmond Tapsoba. E a pouca idade não é problema para exaltar a segurança transmitida pelo beque de 22 anos, que consolida seu nome no futebol alemão e também se apresenta como um jogador para muitos anos com os Garanhões. Ausente na estreia diante de Camarões, por conta da COVID-19, Tapsoba retornou à equipe na sequência da Copa Africana e acumula boas partidas. A maneira como se impõe dentro da área é fundamental às pretensões dos burquinenses.

Wahbi Khazri

A Tunísia não faz uma campanha tão impressionante na Copa Africana de Nações. Passou na conta do chá durante a fase de grupos, com duas derrotas, e seria mais pragmática para surpreender a Nigéria nas oitavas. Um dos problemas é a ausência de vários jogadores por COVID-19, inclusive o mais importante, Wahbi Khazri. E se a falta do atacante foi sentida, seu retorno também deve causar impacto. O jogador de 30 anos arrebentou no jogo contra a Mauritânia, com dois gols e uma assistência. Teve uma das melhores apresentações individuais desta CAN. Porém, contra os nigerianos, entrou apenas nos minutos finais. As expectativas são de que estará inteiro para a busca das semifinais.

Egito x Marrocos

Achraf Hakimi

Por aquilo que vem jogando na Copa Africana de Nações, Achraf Hakimi é candidato até ao prêmio de melhor jogador, a depender do destino de Marrocos. A qualidade do lateral é bastante reconhecida, sobretudo por suas chegadas ao ataque, mas a constância dele nesta CAN tem sido ainda mais impressionante. Os marroquinos têm apresentado um futebol agressivo na competição, e muito graças às investidas pela direita. A participação de Hakimi na definição das jogadas é imensa, algo que fez a diferença na virada sobre Malaui nas oitavas. Além disso, ele apresenta uma categoria gigante nas cobranças de falta, com dois lindos gols.

Omar Kamal

O assunto no Egito sempre vai ser Mohamed Salah. Porém, é necessário dizer que a campanha na CAN 2021 depende de outros jogadores. Omar Kamal é um desses nomes que saem do radar. O lateral direito de 28 anos nem possui muito cartaz fora de seu país, atualmente no Zamalek. Em compensação, tem jogado muito bem na Copa Africana de Nações. Apesar do sistema de Carlos Queiroz que exige bastante dos Faraós no lado defensivo, Kamal também oferece um bom escape ao time em suas subidas ao ataque. Participa bem do jogo no campo ofensivo e até faz suas combinações com Salah, para que o craque centralize.

Senegal x Guiné Equatorial

Kalidou Koulibaly

A seleção de Senegal ainda está devendo um futebol mais convincente nesta Copa Africana de Nações. A defesa garante muita proteção, mas o ataque é previsível e tantas vezes se centra demais em Sadio Mané. Assim, pelo lado bom, quem tem oferecido bastante aos Leões da Teranga é o capitão Kalidou Koulibaly. O zagueiro é uma das estrelas do time e se ausentou de início por COVID-19, mas voltou muito bem e entrega essa solidez atrás que marca a campanha do time de Aliou Cissé. O beque se saiu bem contra Malaui e evitou complicações diante de Cabo Verde, sobretudo para neutralizar os contragolpes.

Jesús Owono

Guiné Equatorial resolveu dar chance nesta Copa Africana a um goleiro de apenas 20 anos, que atua no Alavés B. E a aposta em Jesús Owono se mostra bastante acertada, por aquilo que o garoto apresenta em campo. Na vitória sobre a Argélia, ele deu sua contribuição ao triunfo histórico. Logo depois, pegou um pênalti para garantir a classificação contra Serra Leoa. Também terminou como herói diante de Mali, ao defender mais duas cobranças na disputa da marca da cal para definir o classificado. Ganha confiança e até mesmo vitrine, que sabe para receber mais chances no time principal do Alavés.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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