Copa Africana de Nações

Mané define a semi nos minutos finais, e Senegal chega à decisão da CAN pela terceira vez

Burkina Faso havia descontado e pressionava pelo empate quando Mané disparou em contra-ataque para fechar a conta com uma bonita cavadinha

Senegal se classificou pela terceira vez à final da Copa Africana de Nações e buscará seu primeiro título no próximo domingo contra Egito ou Camarões. Nesta quarta-feira, em Douala, derrotou Burkina Faso por 3 a 1, com um belo gol de Sadio Mané para fechar a conta perto dos acréscimos, momento em que os adversários pressionavam em busca do empate.

Senegal perdeu para a Argélia na decisão da edição passada, em 2019, e chegou novamente ao jogo decisivo em um duelo mais equilibrado do que o placar indica. O primeiro tempo terminou sem gols, com dois pênaltis a favor de Senegal revertidos pelo árbitro. Após 25 minutos fracos depois do intervalo, os senegaleses abriram 2 a 0, mas Burkina Faso descontou e pressionava quando Mané fechou a conta.

Agora, Mané pode se encontrar com o companheiro de ataque, Mohamed Salah, na grande decisão ou fazer um duelo contra Camarões, responsável pela decepção da final de 2002 e por eliminar Senegal da única Copa Africana de Nações que o país sediou, em 1992, nas quartas de final.

Nos números, o primeiro tempo foi equilibrado. Mas Senegal assumiu a iniciativa durante a maior parte, especialmente pelo lado esquerdo. Por causa de Sadio Mané? Também, mas principalmente pelas subidas do lateral Saliou Ciss, que aos 15 minutos quase fez um golaço, costurando desde a esquerda até bater rasteiro da entrada da área, para fora. Depois, Mané chutou de longe para defesa simples de Hervé Koffi.

Burkina Faso teve poucas chances para contra atacar na primeira meia hora. Ciss teve outra boa subida, chegando à linha de fundo para cruzar à primeira trave. Bamba Dieng antecipou-se e cabeceou perto da trave. Senegal achou que teria a grande oportunidade de abrir o placar quando Kouyaté e Hoffi trombaram na entrada da área, após lançamento de Diallo.

O árbitro Bamlak Tessema Weyese marcou pênalti, mas decidiu que o choque não passou de um acidente de trabalho. Acabou ficando pior para Burkina Faso porque Hoffi não conseguiu voltar e foi substituído por Farid Oedraogo. Embora Kouyaté também parecesse sentir muita dor, o volante retornou a campo.

E Burkina Faso melhorou, passou a atacar mais. Mendy precisou fazer uma grande defesa em chute pela esquerda de Hassane Bandé. Nos acréscimos, outro pênalti marcado para Senegal. Outro pênalti cancelado. O árbitro marcou toque de mão de Edmond Tapsoba bloqueando chute de Idrissa Gueye e deu cartão amarelo ao zagueiro. No entanto, recuou após checar que o braço de Tapsoba estava junto ao corpo e não poderia ter sido retirado da frente da trajetória da bola.

Aconteceu justamente aos 51 minutos, no fim dos acréscimos previstos, e a semifinal da Copa Africana de Nações chegou ao intervalo sem gols. E foi muito difícil acreditar que eles apareceriam durante a primeira metade do segundo tempo. Até que um escanteio cobrado pela esquerda sobrou para uma meia bicicleta de Koulibaly. No meio do caminho, Diallo dominou com o corpo e emendou o chute rasteiro de perna direita para abrir o placar.

Cinco minutos depois, Mané foi premiado pela determinação. Perseguiu o que parecia uma bola perdida na ponta esquerda, ganhou de Issoufou Dayo, entrou na área e rolou para trás. Idrissa Gueye e Bamba Dieng chutaram quase ao mesmo tempo para marcar o gol concedido ao volante do Paris Saint-Germain. O jogo parecia ter sido decidido ali, mas ainda havia 15 minutos de bola rolando pela frente.

E aos 37, Issa Kaboré cruzou da direita para Ibrahim Touré chegar batendo de primeira e anotar apenas o segundo gol sofrido por Senegal em toda a competição. Precisaria de mais um para levar a partida à prorrogação e estava pressionando com muita determinação, mas um desentendimento na intermediária ofensiva deixou a bola para Ismaila Sarr na altura do círculo central.

Ele acionou Mané em contra-ataque com um passe rasteiro. O ponta esquerda do Liverpool disparou, Dayo não conseguiu o corte. Mané dominou, entrou na área, esperou a saída do goleiro de Burkina Faso e colocou a sua seleção na decisão com uma elegante cavadinha.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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