Copa Africana de Nações

Com bons talentos em ascensão, Burkina Faso e Guiné garantem a classificação à Copa Africana de Nações

As eliminatórias da Copa Africana de Nações entram em sua reta decisiva nesta Data Fifa. Restam apenas mais duas rodadas para definir os últimos classificados à competição continental, reagendada para acontecer entre janeiro e fevereiro de 2022. Nesta quarta-feira, duas seleções carimbaram o passaporte, totalizando sete equipes já garantidas na fase de grupos. Burkina Faso e Guiné não são exatamente novidades na CAN, mas podem apresentar talentos em ascensão na próxima edição do torneio.

Burkina Faso acumulará sua 12ª participação na Copa Africana. Depois de uma aparição isolada em 1978, a equipe bate cartão na fase final desde 1996. Das últimas 13 edições, os burquinenses disputaram dez, embora tenham se ausentado em 2019. E os Garanhões possuem desempenhos dignos. Sempre que passou aos mata-matas, a seleção conseguiu alcançar ao menos as semifinais. Cairia nesta fase em 1998 e 2017, passando à final em 2013, quando perdeu o troféu diante da Nigéria.

O desempenho de Burkina Faso no Grupo B não é tão impressionante, mas o time permanece invicto, com duas vitórias e três empates. Nesta quarta, a equipe carimbou a classificação ao empatar com Uganda por 0 a 0 fora de casa. Na última rodada, os Garanhões só cumprirão tabela diante do lanterna Sudão do Sul. Já o confronto direto pela segunda vaga acontecerá em Lilongwe, onde Malauí recebe Uganda. Os ugandenses carimbarão o passaporte em caso de empate.

Entre os nomes mais tarimbados de Burkina Faso estão os meio-campistas Charles Kaboré e Alain Traoré, remanescentes do vice em 2013. Os principais talentos, no entanto, são mais jovens. A referência técnica é Bertrand Traoré, do Aston Villa, um dos jogadores mais rodados do elenco mesmo aos 25 anos de idade. Já o ataque conta com ótimas perspectivas, considerando a ascensão de Lassina Traoré no Ajax. Na defesa, o nome mais promissor é o de Edmond Tapsoba, zagueiro do Bayer Leverkusen e que logo deve alçar voos mais altos. Parece difícil repetir a final de 2013, mas aquela equipe tinha menos estrelas, protagonizada por Jonathan Pitroipa.

Já Guiné participará da Copa Africana pela 13ª vez. Os Elefantes tiveram um momento expressivo na década de 1970, com quatro aparições e um vice no torneio continental. Voltaram a se tornar mais frequentes na competição a partir de 1994. Esta foi a sétima classificação do país nas últimas dez edições da CAN, a segunda consecutiva. Neste século, os guineenses caíram nas quartas de final quatro vezes, não passando disso.

Guiné passou na segunda colocação do Grupo A das eliminatórias, no qual despontavam dois claros favoritos. Mali já estava classificado e, nesta quarta, os guineenses venceram os líderes da chave em Conakry. A vitória por 1 a 0 foi assegurada graças a um gol de Seydouba Soumah. A Namíbia era a única perseguidora, já que Chade tinha desistido da competição e perderá os dois jogos por W.O. nesta Data Fifa. Os Elefantes visitam os namibianos durante a rodada final. só cumprindo tabela.

A grande estrela de Guiné é Naby Keïta, do Liverpool, visto como referência da atual geração. Ainda assim, os guineenses contam com outras boas opções. O ataque pode formar uma parceria composta por François Kamano, do Lokomotiv Moscou, e Sory Kaba, nome importante no Midtjylland. Outro jogador das grandes ligas é Amadou Diawara, meio-campista da Roma, em setor onde também aparece Mady Camara, do Olympiacos. Ainda vale citar o lateral Issiaga Sylla, o mais experiente da atual convocação e que participa da boa campanha do Lens na Ligue 1. Florentin Pogba é outro nome que costuma aparecer nas listas, mas o irmão de Paul Pogba ficou de fora destes jogos.

A CAN 2021, adiada para 2022 por causa da pandemia, acontecerá em Camarões. Os Leões Indomáveis estão garantidos na fase de grupos, assim como Senegal, Argélia, Mali e Tunísia, além dos citados Burkina Faso e Guiné. Vale lembrar que, desde a edição passada, a Copa Africana conta com 24 seleções participantes.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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