Copa Africana de Nações

Camarões tomou um susto no início, mas abriu a Copa Africana com a virada sobre Burkina Faso

Burkina Faso abriu o placar na primeira partida da CAN 2022, mas dois pênaltis pavimentaram a vitória de Camarões

A Copa Africana de Nações começou neste domingo com uma boa dose de emoção: Camarões inaugurou sua campanha em casa com vitória. Não seria uma jornada tão tranquila aos Leões Indomáveis. Burkina Faso abriu o placar e exigiu boas defesas de André Onana ao longo da noite. Porém, os camaroneses teriam forças para construir a virada por 2 a 1. O experiente Vincent Aboubakar faria dois gols de pênalti, ainda no primeiro tempo, enquanto os contra-ataques desperdiçados pelos anfitriões poderiam dar um resultado mais tranquilo. Nada que atrapalhasse a festa da torcida no Estádio Olembe, em Iaundé.

Camarões pode não contar com uma equipe tão badalada quanto em outros momentos de sua história, mas tinha bons protagonistas no 11 inicial. André Onana era o goleiro, André Zambo Anguissa liderava o meio, Karl Toko Ekambi caía na ponta e Vincent Aboubakar estava presente no ataque. Já Burkina Faso, com o desfalque de Edmond Tapsoba na zaga e outros quatro jogadores por Covid-19, confiava no capitão Bertrand Traoré. Outros jovens como Issa Kabore e Abdoul Tapsoba também podiam despontar.

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Camarões começou o jogo na tentativa de se impor desde cedo. Os Leões Indomáveis se postavam no campo de ataque e pressionavam, sem precisão nas conclusões. E isso custaria caro, porque Burkina Faso se mostrou bem mais contundente do outro lado. O primeiro gol da CAN 2022 seria dos Garanhões, numa sequência de tirar o fôlego aos 24 minutos. Após o contra-ataque, os burquinenses ganharam um escanteio. Bertrand Traoré cabeceou e a bola foi salva em cima da linha por Nouhou Tolo. Na sequência, Gustavo Sangaré cruzou da lateral esquerda e a bola bateu no travessão. O rebote ainda ficou com Traoré na direita, que cruzou de novo. Onana caçou borboletas e, no segundo pau, Sangaré estava lá para conferir de primeira.

Depois do gol, Camarões demorou a se recobrar, mas retomou a postura ofensiva. E contaria com dois pênaltis para virar antes do intervalo. O primeiro seria claro, com o dominante Anguissa derrubado dentro da área, num lance em que Bertrand Traoré chegou atrasado. Aboubakar só deslocou o goleiro Hervé Koffi e deixou tudo igual aos 40. Já nos acréscimos, mais um penal. Nouhou ainda fez o cruzamento antes de ser atropelado por Issoufou Dayo. Apesar das reclamações burquinenses, o árbitro marcou e Aboubakar mudou de lado, para que de novo Koffi nem saísse na foto.

O segundo tempo voltou com Burkina Faso no ataque. Onana provaria sua importância. O goleiro de Camarões fez três boas defesas, sendo duas em sequência, com direito a um tiro à queima-roupa salvo em cima da linha. Pouco depois, aos 13, os Leões Indomáveis tiveram um gol anulado. Aboubakar arrancou o campo inteiro num contra-ataque e abriu com Moumi Ngamaleu, que chutou para defesa de Koffi. No rebote, Aboubakar até conferiu, mas a arbitragem assinalou o impedimento após longa revisão do VAR. E a tônica do jogo seria essa: os burquinenses tentando empatar, mas expostos aos camaroneses. Onana voltou a fazer defesas seguras, mas a impressão é de que seu time poderia ter construído um placar maior com mais capricho na conclusão das jogadas.

Considerando a tensão natural das estreias, Camarões conseguiu se sair bem. Superou um adversário duro, mesmo que desfalcado, e arrancou a virada no placar. Além disso, viu algumas de suas referências resolverem.  Além de Aboubakar e Onana, Anguissa teve grande atuação no meio e Ngamaleu criou muito na ponta. Na próxima rodada, os Leões Indomáveis pegarão a Etiópia e Burkina Faso enfrentará Cabo Verde.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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