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Asamoah Gyan convoca coletiva para negar ritual de sacrifício humano em Gana

Asamoah Gyan é um dos principais ícones do futebol africano. Maior artilheiro do continente na história das Copas do Mundo, o atacante foi o destaque de Gana no Mundial do Brasil. E, dois meses depois da consagração, está sendo investigado por um caso macabro em seu país natal. Gyan é acusado de participar do desaparecimento do rapper ganês Castro The Destroyer e de sua namorada. A suspeita é de que o músico foi morto em um ritual de sacrifício humano.

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O caso tem ampla cobertura da imprensa de Gana desde julho. Segundo o noticiário, Castro e Janet Bandu estão desaparecidos desde a final da Copa de 2014, quando passavam feriado com a família de Gyan, na cidade de Ada.  Desde então, nenhum sinal dos corpos foi encontrado pela polícia. O jogador tem sido apontado pela imprensa local como o principal suspeito e chegou a agredir um jornalista que o acusou há duas semanas. Já nesta quarta-feira, a família do atacante irá realizar uma coletiva de imprensa, para se posicionar sobre o crime.

“A família Gyan fará uma coletiva de imprensa para falar sobre assuntos de interesse público recentes, incluindo o desaparecimento do ícone musical Theophilus Tagoe (conhecido como Castro). Tagoe e Janet Bandu estão desaparecidos desde um final de semana com a família e amigos em um resorte. Todos os esforços possíveis estão sendo feitos para achar o casal, e a coletiva irá atualizar o público sobre a investigação. A oportunidade também será usada para a família responder a algumas alegações inverídicas da mídia sobre a participação de Asamoah Gyan no caso”, declarou a nota oficial, publicada no site do atacante.

A importância de Gyan no futebol ganês é inquestionável, especialmente após a participação nas últimas três Copas do Mundo. A questão é como a imagem do jogador do Al Ain ficará após as investigação do caso macabro, por mais que sua inocência seja mesmo provada.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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