África

A invencibilidade de 12 anos em casa do Kano Pillars, da Nigéria, foi para o ralo em 16 minutos

O Kano Pillars nasceu em 1990 da fusão de diferentes equipes da cidade de Kano. Em relativamente pouco tempo, estabeleceu-se como uma potência nacional, principalmente de 2007 para cá, conquistando no período quatro Campeonatos Nigerianos. A marca mais impressionante, no entanto, era aquela que detinha até este domingo. Desde junho de 2003 o time não perdia em casa. Mas, enfim, a sequência de mais de 12 anos de invencibilidade foi encerrada. A derrota, por 2 a 1, demorou, mas chegou.

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O algoz responsável por impôr a primeira derrota do Kano Pillars como mandante depois de 202 jogos de invencibilidade foi o Nasarawa – e com a ajuda de uma figura conhecida dos Pillars. Manir Ubale, atacante que passou quatro anos na equipe de Kano antes de se transferir para o Nasarawa em julho deste ano, em busca de novos desafios, foi o responsável por abrir o placar, e Bature Yaro fez o segundo, ainda aos 16 minutos do primeiro tempo. O Kano Pillars diminuiu com Rabiu Ali, na etapa complementar, mas o time não conseguiu alcançar o empate que manteria o histórico impressionante.

Há duas maneiras de se analisar a derrota do Kano Pillars. Podemos exaltar os 12 anos, os mais de 200 jogos, sem uma derrota sequer em casa, caminho escolhido pelo clube nas entrevistas pós-jogo. Mas o baque também pode ser grande. Afinal, com 25 anos de vida e tendo passado os últimos 12 sem perder em casa, essa invencibilidade havia se tornado parte da identidade da equipe. Tanto é que o apelido pelo qual o time é conhecido, “Masu Gida”, significa “Donos da Casa”.

Por trás do histórico incrível de mais de 12 anos sem derrotas em casa, há uma série de fatores. O suporte financeiro sólido provido por torcedores dos clubes dos quais se originou o Kano Pillars; uma boa política de observação e contratação de jogadores; a continuidade na comissão técnica, apesar de o treinador em si, Baba Ganaru, ter chegado há pouco tempo (curiosamente, vindo do Nasarawa).

O principal deles, no entanto, é mesmo o apoio de sua fanática torcida, que, segundo a BBC, está constantemente em bom número no Estádio Sani Abacha, com uma média pouco superior a 23 mil pessoas. Contando com tudo isso, especialmente este último aspecto, dá para imaginar que a derrota será mesmo apenas um ponto fora da curva.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).
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