Depois de muito se especular sobre uma possível ruptura na relação mais duradoura entre uma fornecedora de material esportivo e uma seleção, a Adidas anunciou que sua história com a Alemanha ainda não terá fim. Ao menos até 2022. Diante da ameaça de perder o direito de patrocinar o time de seu país para sua maior concorrente, a Nike, e até especulações sobre a Puma e a Under Armour querendo ocupar o seu lugar, a empresa alemã se viu na obrigação de melhorar a proposta de extensão de contrato com sua equipe mais antiga e fiel. Com isso, a parceria entre a fornecedora e a DFB (Federação Alemã) continua sendo a mais longeva, e passa a ser, agora, a mais financeiramente vantajosa.

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É praticamente impossível imaginar a Mannschaft vestindo uniformes de qualquer outra fornecedora senão a Adidas, já que esta abastece a atual campeã do mundo há exatos 40 anos. E, com a prolongação do contrato, ficou decidido que os alemães serão vistos trajando as listras tão características da marca por ainda mais duas Copas do Mundo. Embora não hajam informações detalhadas a respeito dos valores do novo acordo, a imprensa alemã fala em números que apontam um aumento significativo de € 25 milhões pagos atualmente para algo entre € 65 e 70 milhões por ano, a partir de 2019, que é quando o contrato atual se encerra.

Ou seja, para manter seu vínculo de longa data com a Alemanha, a Adidas vai desembolsar em torno de € 25 milhões a mais do que a França, atual seleção mais bem paga, fatura com a Nike, e que, com certeza, é mais do que a empresa norte-americana teria oferecido aos dirigentes da federação alemã por um novo patrocínio. Abaixo da seleção anfitriã da Eurocopa deste ano no ranking de equipes nacionais que mais lucram com seus fornecedores estão a Inglaterra e o Brasil, também da Nike, ganhando, respectivamente, € 34.5 e € 30.7 milhões até a Copa do Mundo de 2018.