O adeus de Iker Casillas à carreira profissional era apenas uma questão de tempo. Desde que sofreu um ataque cardíaco em 2019, o mero retorno à vida normal parecia uma grande vitória ao veterano. Ele retomou as atividades físicas e parecia disposto a um último ato dentro de campo, se assim os médicos permitissem. Não foi possível. Apesar disso, a despedida seria cercada de glórias, com o goleiro exaltado de diferentes maneiras durante a dobradinha nacional do Porto. Aos 39 anos, San Iker deve voltar para casa, o Real Madrid. Uma bonita carta assinada por Florentino Pérez nesta terça indica que o turbulento rompimento em 2015 ficou para trás. Segundo a imprensa espanhola, o ídolo ocupará um cargo institucional em breve.

Casillas, sem dúvidas, é o maior goleiro do Real Madrid em todos os tempos. Também não é possível apontar outro nome maior que ele na história do futebol espanhol e, ainda mais, da seleção espanhola. Foi um dos maiores da Europa, muito provavelmente o maior da Eurocopa e um dos maiores da Champions. Na Copa do Mundo também são poucos que se comparam ao seu nível de excelência no auge, assim como em qualquer parte do planeta. Um arqueiro completo, que deve ser lembrado por seu talento absurdo, bem como por sua série de conquistas – e raríssimos são os troféus que San Iker disputou sem levantar.

Os últimos anos guardaram certo declínio de Casillas, assim como momentos intempestivos por sua personalidade forte, de quem não aceitava ser colocado em segundo plano. Nada que reduzisse sua grandeza, já construída por uma coleção de prêmios individuais e pelos maiores títulos que um futebolista pode sonhar – vários deles como capitão. O garoto que surgiu como um fenômeno sob as traves do Real Madrid se provaria ainda maior, um líder e uma lenda, que qualquer lista dos melhores goleiros da história obrigatoriamente deve mencionar.

Para celebrar o melhor de Casillas, listamos 13 motivos que o tornam um gigante em seu ofício. Um personagem que tem seu lugar na eternidade do futebol:

– Uma vida dedicada aos merengues

Casillas nasceu em Móstoles, uma pequena cidade na província de Madri, filho de um funcionário público e de uma cabeleireira. E o garoto praticamente cresceu nas categorias de base do Real Madrid. Chegou por lá quando tinha nove anos, passando por todos os níveis de La Fábrica – quase sempre, queimando etapas. Foi relacionado pela primeira vez à equipe principal em 1997, quando tinha 16 anos. Por mais que o tempo aos goleiros seja mais lento, o talento de San Iker falava mais alto e ele logo se firmaria como profissional. Tinha 18 anos quando passou a ser escalado como titular num gigante como o Real Madrid. Deixaria o clube apenas aos 34, totalizando 25 anos de dedicação integral ao clube de seu coração.

– Vitorioso desde as categorias de base

Casillas colecionou troféus desde cedo, e isso certamente moldou sua mentalidade de campeão. No Real Madrid, o momento mais marcante nestes primórdios ocorreu no Castilla, colaborando para o acesso à terceira divisão em 1998/99. Além disso, os feitos com as seleções de base da Espanha indicavam que ali não surgia um goleiro qualquer. Com o time sub-16, San Iker conquistou o Campeonato Europeu da categoria, participando depois da campanha às semifinais do Mundial Sub-17 de 1997. Já em 1999, mesmo dois anos abaixo da idade limite, Casillas contribuiu ao título do Mundial Sub-20. O merengue revezou-se com Dani Aranzubia na meta, atuando como titular em duas partidas.

– Um precoce campeão da Champions

Firme no Castilla e revelação da Espanha Sub-20, Casillas deixava bem claro que era um goleiro ao futuro do Real Madrid. Mesmo assim, impressionou a maneira como ele assumiu a meta de um clube tão grande, mesmo sem qualquer experiência profissional e com a pressão de atuar ao lado de grandes estrelas. Após uma séria lesão sofrida por Bodo Illgner em meados de 1999, a titularidade na meta merengue se tornou uma dor de cabeça ao técnico John Toshack. Seria justamente Casillas a resolver o problema. O prodígio realizou sua estreia pelo time de cima em setembro de 1999, aos 18 anos. A mudança de técnico contribuiu e a promoção de Vicente del Bosque, que trabalhara com San Iker no Castilla, injetou mais confiança no garoto.

A partir de dezembro de 1999, após uma goleada do Zaragoza que tirou o moral de Albano Bizarri, Casillas virou titular. A campanha por La Liga não seria tão boa, mas o novato tinha estrela e logo brilhou na equipe que voltaria a conquistar a Champions. Foram 12 aparições do adolescente durante a campanha continental, na qual os merengues desbancaram potências como Bayern e United. Quatro dias depois de completar 19 anos, estava em campo para enfrentar o Valencia e erguer a Orelhuda pela primeira vez. Tornou-se o mais jovem goleiro campeão do torneio e também foi eleito o melhor jovem jogador da Europa naquele ano.

Illgner não voltaria mais à meta do Real Madrid, ainda mais com o título de La Liga em 2000/01. Mas Casillas também teria seus momentos de dificuldades em 2001/02. Por conta de atuações ruins, o jovem acabaria preterido por César Sánchez. O acaso abriria as portas ao seu talento. Justamente na final da Champions de 2002, César se lesionou e precisou ser substituído nos 20 minutos finais. Casillas faria três defesas salvadoras contra o Bayer Leverkusen, que valeram a Orelhuda mais uma vez. O jovem era bicampeão europeu dias antes de completar 21 anos. Depois, quando Santiago Cañizares derrubou um vidro de perfume no pé, a titularidade na seleção rumo à Copa de 2002 também caiu no colo de Casillas. Fez jus à chance e se destacou, sobretudo nas oitavas contra a Irlanda, quando pegou pênaltis no tempo normal e também na disputa na marca da cal.

– O goleiro que salvava Zidanes y Pavones

Casillas viveu a transição do Real Madrid, entre a saída do presidente Lorenzo Sanz e a chegada de Florentino Pérez. O goleiro era adorado pela torcida e podia ser visto até mesmo como uma versão de Raúl usando luvas, tratado com uma consideração especial por sua formação nas categorias de base. Entretanto, não era ajudado pela política de mercado empreendida nos merengues e via a diretoria voltar seus investimentos ao ataque. Enquanto Zidane chegava para brilhar na armação, a zaga se virava com Pavón. O jovem terminou se tornando um galáctico formado na marra.

Se o time seguia competitivo, Casillas acabava tendo muita responsabilidade nisso, ao segurar as pontas de uma defesa fragilizada. Não eram poucas as vezes em que o arqueiro ficava sozinho com os atacantes adversários e precisava se virar. O tanto de saídas no mano a mano e de chutes à queima-roupa certamente aprimorou a capacidade do jovem. E ele seria brilhante na conquista de La Liga 2002/03, a campanha que realmente mostrou como era um goleiro pronto para o mais alto nível. Os Galácticos seriam menos vitoriosos do que o dinheiro gasto sugeria naquele período, mas não por falta de um camisa 1 excepcional.

– Um sem número de milagres

Tecnicamente, Casillas foi um dos melhores goleiros que o futebol já viu. Até por não ser muito alto, o espanhol sempre precisou compensar esta limitação de outras maneiras. Tinha um senso de colocação imenso e muita elasticidade sob as traves. A coragem também sempre marcou a carreira do merengue, para sair nos pés dos atacantes e diminuir o ângulo. Arrojado, dominava muito bem o retângulo e transmitia segurança aos seus companheiros. Além disso, a leitura de jogo e a voz de comando se sobressaíam para que organizasse a zaga.

Porém, nenhuma outra virtude foi tão decisiva ao apelido de San Iker do que a agilidade de Casillas. Os milagres eram executados com uma frequência impressionante, sobretudo por sua ótima impulsão e pela forma com que conseguia buscar a bola nos espaços vazios, com saltos espetaculares. “Atos de fé”, como ele chegaria a classificar. Suas mãos faziam o imprevisível se tornar real e tantas outras vezes também usou os pés para concretizar intervenções memoráveis. O espanhol sempre gostou de jogos grandes e momentos de pressão, o que também o tornava um especialista em pênaltis.

– A liderança no clube e na seleção

Casillas se forjou desde cedo ao nível mais alto. Entre os melhores do mundo e enfrentando outras tantas feras, a personalidade sempre foi uma de suas marcas. E por isso mesmo também surgiu naturalmente como um dos capitães, tanto no Real Madrid quanto na Espanha. Ainda tinha companheiros mais tarimbados que usavam a braçadeira, o que não o impedia de se colocar dentro do grupo e comandar a sua defesa. Em ambas as equipes, herdou a faixa de Raúl. A capitania na seleção espanhola veio até antes, com o atacante deixado de lado das convocações após a Copa de 2006. Já no clube, o arqueiro se tornou o substituto natural quando o camisa 7 se transferiu ao Schalke 04 em 2010. Tal posto como capitão aumentou a representatividade e a influência de San Iker, sobretudo por manejar com sucesso a rivalidade entre Barça e Real nos vestiários da Fúria.

– A Espanha não dominaria a Europa sem ele

Casillas tinha duas Copas e duas Eurocopas no currículo, titular em três delas, quando chegou como capitão da Espanha à Euro 2008. Era uma equipe forte, da qual se esperava uma boa campanha. A confirmação da potência, de qualquer maneira, aconteceu naquela ocasião. E o goleiro se tornaria instrumental no engrandecimento do time de Luis Aragonés. Poupado apenas em uma partida da fase de grupos, cresceu nos mata-matas. Sua grande atuação aconteceu nas quartas, para eliminar a Itália tetracampeã mundial. Fez dois milagres durante os 120 minutos e ainda pegou dois pênaltis na disputa particular com Gianluigi Buffon. Contra a Rússia, mais duas defesaças, a mais incrível quando o placar seguia zerado. E a consagração se daria contra a Alemanha, exigido mais em bolas cruzadas, mas com o gosto de erguer a taça.

Quatro anos depois, Casillas tinha uma honra a zelar, também como campeão do mundo. E o bicampeonato da Eurocopa em 2012 terminou de eternizá-lo como uma lenda. A Espanha de Vicente del Bosque, com o tiki-taka tão arraigado, corria pouquíssimos riscos na defesa. O que não impedia o goleiro de trabalhar em momentos importantes. Desde a fase de grupos, San Iker já operou algumas intervenções monumentais. Ainda assim, ele voltaria a se agigantar nos mata-matas. Pegou mais um pênalti nas semifinais diante de Portugal. Já na decisão, apesar da goleada sobre a Itália, parou Antonio Cassano e Antonio Di Natale quando o placar seguia apertado. Os espanhóis sofreram só um gol em todo o torneio, logo na estreia, o que diz muito sobre o camisa 1.

– A Copa do Mundo em seus pés

Que a Eurocopa represente bastante à carreira de Casillas, a Espanha realmente se colocou entre as maiores seleções da história durante a Copa do Mundo de 2010. E nos momentos de maior provação ao time de Vicente del Bosque, o goleiro estava lá para salvar. Não evitou a derrota na estreia diante da Suíça, mas aquele seria um dos únicos dois gols que tomou em toda a campanha. Que os espanhóis não empolgassem, a trajetória se sustentava no excelente desempenho defensivo. Casillas não buscou a bola no fundo das redes uma vez sequer nos mata-matas, e não por falta de tentativas.

O primeiro momento inesquecível veio contra o Paraguai, no tenso embate pelas quartas de final. Quando o marcador seguia zerado, Casillas mudou a história do jogo ao pegar o pênalti cobrado por Óscar Cardozo. E também evitou o empate no finalzinho num milagre com o pé. Seria herói em uma partida que tirou o peso sobre as costas da Espanha rumo à reta final do torneio. Depois, na semifinal, foram pelo menos duas excelentes defesas contra a Alemanha. No entanto, seu ápice aconteceria mesmo nos pés de Arjen Robben. O holandês tinha tudo para fazer o gol do título no Soccer City. San Iker cresceu à sua frente e conseguiu barrar o chute com a perna. Não foi a melhor finalização do ponta, mas os méritos do camisa 1 também são evidentes, com a coragem e a agilidade que tanto o marcam.

Com a contribuição de Andrés Iniesta na frente, ao anotar o histórico gol durante a prorrogação, Casillas terminou uma Copa completa. Foi o dono da Luva de Ouro, acabou eleito à seleção do campeonato, acabou como goleiro menos vazado e, acima de tudo, se sacramentou como o capitão capaz de receber o dourado troféu. O beijo na taça era seu, assim como na jornalista Sara Carbonero, então sua namorada e futura mãe de seus filhos. Um momento doce que simbolizou um pouco mais a noite triunfal de San Iker.

– Referência na transição do Real

Casillas: goleiro do Real Madrid há 12 anos.

As conquistas com a seleção espanhola também marcaram o melhor momento de Casillas no Real Madrid. Pode não ter sido a fase mais vitoriosa, mas era a mais consistente do arqueiro na meta merengue. O clube enfrentava suas oscilações, entre a espera pela Champions enquanto o Barcelona passava a dominar a Europa e as trocas constantes de treinadores. San Iker era uma das grandes certezas da torcida no período, com raríssimas partidas ruins, apesar de muitas derrotas amargas dos madridistas. Com 27 anos, logo se tornou o arqueiro com mais partidas na história do clube.

Casillas ajudou o Real Madrid a conquistar três títulos de La Liga neste período entre o fim dos Galácticos e a ascensão do time que debulhou a Champions – em 2006/07, 2007/08 e 2011/12. Levou também o Troféu Zamora no bicampeonato em 2007/08, com direito a uma atuação espetacular contra o Athletic Bilbao na reta final da campanha – geralmente tratada como a melhor de sua carreira. Faturou a Copa do Rei em 2010/11, parando o poderoso Barcelona de Guardiola na decisão e impedindo nova tríplice coroa. De maneira praticamente indiscutível, o espanhol colecionava premiações individuais e chegou a ser escolhido por cinco anos consecutivos como o melhor da posição – e por três instituições diferentes, IFFHS, FIFPro e Uefa. Os títulos com a seleção espanhola sustentavam sua fama, mas a fase inspiradíssima se provava a cada semana nas partidas com os merengues.

– A longevidade em altíssimo nível

Casillas permaneceu por quase 15 anos como o goleiro titular do Real Madrid e da seleção espanhola. Foi comparado com diferentes gerações em sua posição – competindo pelo posto de melhor da Europa com Oliver Kahn, Edwin van der Sar, Petr Cech, Manuel Neuer e outros gigantes. A “rivalidade” mais costumeira, todavia, foi com Gianluigi Buffon. A lenda italiana conseguiu superar Casillas em longevidade, mas sempre o tratou como o melhor arqueiro de sua época e guardou elogios constantes àquele que acabou se tornando também um amigo. Juntos, ambos ajudaram a elevar a reputação de seu ofício.

A queda de Casillas viria a partir de 2013, quando uma fratura na mão se combinou com os problemas de relacionamento com José Mourinho e também certa queda de seu desempenho. O camisa 1 já não era tão ágil como em outros momentos e isso se sentiu, tanto no Real Madrid quanto na seleção espanhola. De qualquer maneira, a história de Casillas ainda guardaria mais uma glória em 2013/14.

– A Champions novamente em suas mãos

Reserva de Diego López em La Liga, Casillas seria o titular do Real Madrid na Champions de 2013/14. Não foi a campanha mais destacada do veterano, mas ele pôde fazer parte de mais uma conquista continental, pela terceira vez em sua carreira. Servia de elo entre os times vitoriosos dos merengues no início do século e o domínio iniciado por Carlo Ancelotti, embora consolidado pouco depois sob as ordens de Zinedine Zidane. Apesar da falha no gol de Diego Godín durante a decisão contra o Atlético de Madrid, o veterano já tinha ajudado bastante nas fases anteriores e operado algumas defesas que relembravam seus melhores tempos, inclusive em duelos pesados contra Juventus e Bayern de Munique. Pela primeira vez como capitão, receberia a Orelhuda em suas mãos.

O título não impediu o Real Madrid de contratar Keylor Navas depois da Copa do Mundo – que voltou a aumentar os questionamentos sobre Casillas, diante do fracasso da Espanha. O capitão seguiu atuando nos jogos de copas, mas sentiu-se desprestigiado e os conflitos aumentaram. Assim, tornou-se plenamente compreensível a saída ao Porto em 2015/16 – embora a diretoria merengue não tenha oferecido as homenagens necessárias a uma lenda como seu camisa 1. Os entraves destes meses finais, porém, acabariam deixados para trás por todo o legado que San Iker construiu no Estádio Santiago Bernabéu.

– O último ato de idolatria em Portugal

Casillas aceitou assumir a meta do Porto, um clube que não estaria no patamar do Real Madrid, mas ajudaria a solidificar um pouco mais sua trajetória. O veterano precisou lidar com algumas críticas em sua primeira temporada, pouco antes de esquentar o banco de David de Gea durante a Eurocopa e se aposentar da seleção espanhola. Também passou alguns jogos na reserva em 2017/18, mas se recuperou a ponto de ser eleito o melhor jogador do clube em 2018.  Tornou-se um ídolo da torcida portista. Estabeleceu recordes de invencibilidade, foi aplaudido na Champions, sagrou-se campeão nacional. Tornou-se também uma bandeira do clube lusitano nos últimos anos, e o carinho demonstrado depois que sofreu seu ataque cardíaco confirma tamanha consideração.

Os cuidados do Porto com Casillas foram máximos e a agremiação deu todo o tempo ao arqueiro, à espera de que se recuperasse. Como não foi possível, a homenagem veio com troféu, quando os companheiros pediram para que San Iker recebesse o prêmio após a conquista da Taça de Portugal no último final de semana. Os portistas souberam tratar o veterano como um grande herói, não apenas do próprio clube, mas de todo o futebol. É com essa imagem que o histórico camisa 1 merece ser lembrado por muito tempo.

– Recordes, recordes e mais recordes

Por toda a sua história, Casillas arrebatou diversos recordes notáveis. É o atleta com mais aparições na Champions League (177), o segundo no total de vitórias (101) e também o goleiro com mais partidas sem sofrer gols (57). Foram 20 temporadas consecutivas atuando na principal competição de clubes da Europa, uma marca que parece bem difícil de ser alcançada. Já pelo Real Madrid como um todo, apenas Raúl disputou mais partidas, enquanto San Iker detém o recorde de aparições entre os arqueiros (725) e também o recorde de minutos sem ser vazado (962).

Casillas chegou a ser o jogador com mais partidas pela seleção espanhola (167), depois ultrapassado por Sergio Ramos, e é o goleiro com mais compromissos sem sofrer gols por uma seleção (102). Foi o primeiro atleta a alcançar as 100 vitórias com sua equipe nacional. Tem o recorde de minutos sem sofrer gols em uma Eurocopa (509) e é o único arqueiro a defender pênaltis durante o tempo normal em duas Copas do Mundo diferentes. Também é o goleiro campeão menos vazado em Copas (2 gols) e em Euros (1 gol). Números que mostram como, por clube e por seleção, Casillas foi gigante. Foi-se como um dos maiores da história.