O treinador da Atalanta, Gian Piero Gasperini, reagiu à nota oficial emitida pelo Valencia, acusando-o de colocar pessoas em risco ao viajar para o jogo de volta das oitavas de final da Champions League, no Mestalla, com sintomas de coronavírus. Em entrevista à Sky Sports,  classificou a controvérsia como “ofensiva e ruim”.

Gasperini mudou levemente a versão que havia dado na declaração anterior. À Gazzetta dello Sport, disse que se sentiu doente na véspera da vitória da Atalanta por 4 a 3 e “ainda pior” na tarde da partida. Agora, afirma que se sentia bem quando saiu de Bergamo e começou a ter problemas apenas “durante a tarde e no dia seguinte”.

Duas noites depois, teve problemas para dormir. Como não teve febre, não realizou aquele teste com cotonete que coleta amostras, mas, depois, com um exame de sangue em maio, foi confirmado que ele havia contraído a doença.

“É uma controvérsia muito ofensiva. Eu sei que respeitei os protocolos. Eu estava em quarentena como todos os outros. Foi um período em que eu tive dores, mas nunca tive febre ou problemas pulmonares de qualquer tipo”, afirmou, à Sky Sports.

“Olhando para trás, posso apenas presumir e deduzir que 10 de março (data do jogo) foi o período em que começou porque eu me senti mal”, acrescentou.

Em nota, o Valencia expressou “ surpresa” pelas declarações de Gasperini e lembrou que a partida havia sido disputada com medidas de segurança porque a epidemia já estava avançada e era séria na região norte da Itália, de onde saiu a Atalanta.

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