Abrindo vantagem

Los Angeles Galaxy e Houston Dynamo construíram largos placares em casa e estão muito perto da final da MLS Cup - repetindo a final de 2011. Déjà vu?

No último domingo (11), aconteceram as partidas de ida das finais de conferência da MLS. As duas equipes que jogaram em casa conseguiram ótimas vantagens para a volta, que serão realizadas neste domingo (18).

No Oeste, o Los Angeles Galaxy recebeu o Seattle Sounders no Home Depot Center. O técnico Sigi Schmid, dos visitantes, não contou com Mauro Rosales e escolheu uma formação mais defensiva, com apenas Fredy Montero no ataque e Alex Caskey fechando o meio pelo lado esquerdo. Enquanto isso, o Galaxy foi com o tradicional 4-4-4-2 de Bruce Arena.

O conservadorismo de Schmid colocou os Sounders em risco. Ninguém encostou em Montero e o colombiano foi presa fácil para a defesa do Galaxy, até liberando os avanços mais frequentes do lateral direito Sean Franklin.

O primeiro gol do Galaxy até demorou para sair e veio com Robbie Keane, quando a movimentação do ataque da equipe de Los Angeles surtiu efeito e Landon Donovan achou o irlandês praticamente sozinho na pequena área.

No segundo tempo, o contra-ataque do Galaxy matou a partida em apenas quatro minutos. Mike Magee, o Mr. November, apareceu mais uma vez em playoffs e ampilou a vantagem. Logo depois, Keane certificou que o chute de Christian Wilhelmsson entraria e colocou seu pé para garantir o terceiro da equipe da casa.

Por mais que jogar em Seattle seja algo difícil, não vejo os Sounders oferecendo algum perigo à vantagem do Galaxy sem que Eddie Johnson e Mauro Rosales comecem a partida. Os Rave Greens precisam dos dois jogando bem, criando jogadas e finalizando junto com Montero.

No Leste, o D.C. United foi à Houston enfrentar o Dynamo depois de ter jogo contra o New York Red Bulls adiado em um dia. E foi uma partida caótica e sensacional para conseguir a classificação. A equipe da capital foi com seu elenco com muitos jogadores novos, mas ficou sem o líder Chris Pontius depois de 13 minutos. Os donos da casa estavam completos, incluindo o brasileiro Luiz Camargo, emprestado pelo Paraná Clube.

No primeiro tempo, a movimentação do ataque de Washington confundiu bastante a defesa do Dynamo e abriu espaços para bons avanços. Foi assim que saiu o gol de Nick DeLeon. O novato lançou Lionard Pajoy e marcou no rebote do chute do atacante.

Mas uma jogada do final da etapa pode ter selado o destino da vaga na final da MLS Cup. Raphael Augusto, jovem emprestado pelo Fluminense, sairia na cara de Tally Hall e poderia ampliar o placar. Mas Andrew Hainault evitou com o que parecia ser uma falta e expulsão óbvia. O árbitro Ricardo Salazar nem marcou infração no lance.

E claro que Hainault apareceria de forma impactante no segundo tempo. Em uma jogada ensaiada de bola parada, o zagueiro canadense completou para o gol e empatou a partida em Houston.

Aí Dominic Kinnear resolveu mudar o esquema para o 4-3-3 que funcionou muito bem nos últimos jogos da temporada regular. Surtiu o mesmo efeito, já que o Dynamo conseguiu o segundo gol com Will Bruin, artilheiro dos playoffs, e o terceiro com Kofi Sarkodie.

Em Washington, o DC terá uma missão difícil, só que é menos complicada que a dos Sounders. A defesa do Dynamo se mostrou vulnerável em várias partidas da temporada regular e o ataque do United provou que pode fazer estragos, ainda mais se Pontius voltar a tempo do jogo.

O que nos resta é sentar e assistir dois dos últimos três jogos de uma temporada interessante da MLS. A final será no dia 1º de dezembro, na casa da equipe de melhor campanha na temporada regular (DC, Seattle, Los Angeles e Houston, em sequência).