Jogar contra o Wolverhampton no estádio Molineaux não é uma tarefa fácil, mas o Chelsea esteve à altura do desafio. O time de garotos dos Blues, comandados por Frank Lampard, venceram por 5 a 2 os perigosos Wolves, em um jogo que teve muitos momentos malucos. De todos os garotos, destaque para Tammy Abraham, o centroavante que marcou três gols pelo Chelsea e sai de campo consagrado como o nome da vitória – e chegou a sete na Premier League, o que o torna artilheiro da competição.

Era difícil imaginar um jogo com tantos gols na primeira meia hora de jogo. Os dois times não conseguiram grandes coisas até ali. Só que aos 31 minutos, um jovem abriu a conta para o Chelsea. Fikayo Tomori, 21 anos, começou o jogo como um dos zagueiros do time, que atuou em um 3-4-2-1. Fechava o lado esquerdo da defesa. E, aos 31 minutos, ele recebeu a bola no campo de ataque. Companheiros ao lado faziam sinal de calma para ele. O zagueiro não ligou. Ele chutou bonito, de longe, e acertou o alto, indefensável para o goleiro Rui Patrício: 1 a 0.

Daí em diante, parece que abriram as porteiras dos gols. Aos 34 minutos, começou o show de Tammy Abraham. Jogada pela esquerda, novamente do abusado zagueiro Tomori, que avançou, como um meia, tentou o passe para o meio, Mason Mount foi para a jogada e caiu, reclamando de falta. A bola sobrou para Abraham, que girou e chutou para marcar: 2 a 0.

Foi aberta a porteira e o Chelsea aproveitou para ampliar. Aos 41, depois de duas tentativas de cruzamento para a área, de Willian e Jorginho, a zaga dos Wolves afastou, mas sobrou para Marcos Alonso na esquerda. Agora o lançamento veio preciso, pelo alto, perfeita para Abraham subir de cabeça e tocar com precisão: 3 a 0, com a marca do centroavante.

Logo no início do segundo tempo, o Chelsea pareceu matar o jogo. Lançamento de Jorginho para Abraham, que estava no mano a mano com o zagueiro Conor Coady. Ele segurou a bola, fintou e passou pela marcação para chutar cruzado e marcar: 4 a 0, com três do centroavante, de 21 anos. Eram 10 minutos do segundo tempo.

Tudo tranquilo, ao menos até ali. Só que aos 24 minutos, o Wolverhampton diminuiu o placar. Romain Saïss cabeceou, o goleiro Kepa Arrizabalaga não conseguiu segurar e a bola ainda bateu na mão de Abraham antes de entrar. O gol foi dado como contra do centroavante, embora ele não tivesse muito o que fazer para evitar, já que a bola bateu nele. O placar era de 4 a 1.

O jogo esquentou de vez aos 40 minutos. Matt Doherty foi lançado dentro da área, dominou e chutou com força. O goleiro Kepa soltou e Patrick Cutrone, que tinha entrado no segundo tempo, tocou para marcar e diminuir ainda mais o placar: 4 a 2. Teríamos um jogo? Poderíamos ter, porque o Chelsea dava espaços e o Wolverhampton crescia na partida.

Poderíamos, porque o ímpeto foi contido pelo Chelsea, com dificuldades. E, aos 51 minutos, veio então o golpe de misericórdia. Lançamento de Michy Batshuayi para Mason Mount, dentro da área. Ele dominou, driblou o marcador e chutou no canto, bonito: 5 a 2 e, aí sim, jogo encerrado e vitória garantida para o time visitante.

O Chelsea, recheado de jogadores jovens, tem muito o que comemorar. O time rendeu muito bem ofensivamente, com Abraham assumindo a postura de artilheiro do time e aproveitando as chances. Mason Mount também é um jogador que tem se destacado e Willian também foi bem pelo time. Fikayo Tomori foi uma boa opção na defesa, ainda que o sistema defensivo como um todo precise de ajustes, porque ainda concede espaços demais para os adversários. De qualquer forma, os sinais mostrados pelo Chelsea em campo foram positivos.

No meio da semana, o Chelsea estreará pela Champions League contra o Valencia, na próxima terça-feira, 17, em casa. No próximo fim de semana, o time enfrentará o Liverpool, novamente em Stamford Bridge.

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