O diretor esportivo Monchi está de volta ao Sevilla. Depois de deixar a Roma, em uma passagem que dá para dizer que foi bastante controversa, ao menos, o dirigente volta ao clube onde se consagrou como um mago do mercado, como foi anunciado neste domingo pelo clube. Ele será apresentado nesta segunda-feira no clube onde trabalhou de 1988, começando como porteiro, até 2017, quando deixou os rojiblancos como um dos mais badalados diretores esportivos da Europa.

VEJA TAMBÉM: Ranieri volta para casa e tenta apagar o incêndio na Roma, enquanto Monchi sai pela porta dos fundos

Sua saída da Roma foi conturbada. Ele deixou o cargo de diretor esportivo do clube da capital italiana depois da demissão do treinador Eusebio Di Ffrancesco. Seu legado nos giallorossi é controverso. Muitos dos negócios que ele fez foram contestados, como as vendas de Mohamed Salah e Alisson para o Liverpool e Kevin Strootman para o Olympique de Marseille. Em compensação, conseguiu bons negócios com a contratação de Cengiz Ünder e a compra de Nnicolò Zaniolo, que veio como contrapeso de Radja Nainggolan e vem se destacando.

Havia um rumor que Monchi era desejado pelo Arsenal, onde trabalharia com o técnico Unai Emery, ex-Sevilla. Só que ele decidiu ir para a Espanha, de volta ao clube que o consagrou como dirigente. Monchi só começa a trabalhar no clube oficialmente no dia 1º de abril, embora a sua apresentação seja nesta segunda-feira, 18 de março.

Aos 50 anos, Monchi tem uma relação muito forte com o Sevilla. Foi goleiro do time profissional e jogou 115 vezes pela equipe. Com Monchi como diretor, o Sevilla conquistou muitos títulos: cinco Ligas Europa, duas Copas do Rei, uma Supercopa da Espanha e uma Supercopa da Europa. Junto com Monchi estará o técnico Joaquín Caparrós, com quem o diretor já trabalhou. Caparrós era o diretor, mas assumiu como técnico após a demissão de Pablo Machin.

Na sua conta de Twitter, ele deixou a mensagem: “O coração nunca esquece o lugar onde deixou suas melhores batidas”.