A sobrevivência do Atlético Mineiro na Copa do Brasil depende de um milagre. Depois da vitória incontestável do Cruzeiro por 3 a 0 no jogo de ida, o Galo terá que reverter um placar elástico, contra um adversário copeiro e forte na defesa. A probabilidade mínima ainda mantém o torneio nacional como prioridade dos atleticanos na semana. No entanto, foi importante ao clube levantar sua poeira neste domingo, mesmo utilizando reservas, no Brasileirão. A vitória por 2 a 1 sobre a Chapecoense na Arena Condá, de virada e com um gol decisivo no finalzinho, é daquelas para encher de ânimo. Ao menos as boas perspectivas permanecem na Série A.

O pesadelo do Galo não precisou de muito tempo para começar. Na verdade, dependeu de meros segundos. O relógio não tinha batido nem meio minuto quando Everaldo recebeu o cruzamento da direita e se abaixou para desviar de cabeça. Tiro certeiro, que complicava a missão dos atleticanos em Chapecó. Camilo ainda deu um susto depois, em cobrança de falta que acertou o lado de fora da rede.

O Atlético logo demonstrou que estava disposto a virar. Dominou a posse de bola na sequência do primeiro tempo e insistiu mais no ataque. Porém, tinha dificuldades para criar chances de gol que permitissem o empate. No melhor lance, aos 15 minutos, Vinícius invadiu a área e bateu. Tiepo realizou grande defesa, antes de abafar também o rebote nos pés de Ricardo Oliveira. O goleiro se tornaria uma pedra no sapato aos mineiros.

Durante o início do segundo tempo, o Atlético tentou repetir a fórmula da Chape. Começou pressionando e quase arrancou o empate. Iago Maidana acertou o travessão e Tiepo realizou outra ótima intervenção, agora para fechar o ângulo de Otero. Os catarinenses tiveram uma ou outra chegada, mas a partida pendia mesmo aos mineiros. E a tensão voltou a abater o time aos 24, depois que o árbitro anotou pênalti para os atleticanos – conferência com o árbitro de vídeo. Ricardo Oliveira cobrou à direita e Tiepo estava mesmo em um bom dia, defendendo o chute.

A igualdade só viria ao Atlético quando o relógio marcava 34 minutos. Tiepo até rebateu a falta de Otero, mas Maicon aproveitou o rebote e cruzou para Maidana, livre na área, escorar. Durante os minutos finais, a Chapecoense acordou. Voltou a atacar de maneira constante e fez o goleiro Cleiton trabalhar. Chegou até mesmo a ver a arbitragem conferir um pênalti através do VAR, não assinalado. Por conta das interrupções, seriam adicionados dez minutos de acréscimos. Foi esse o tempo que serviu para reerguer o Galo. Aos oito minutos, Vinícius fintou dois marcadores e tocou por cima de Tiepo, garantindo a dramática virada. Daqueles gols que significam muito não apenas ao momento, mas também à sequência do campeonato.

Com a vitória, o Galo retorna ao G-4 do Brasileirão, na quarta colocação. Soma 19 pontos, abrindo três de vantagem em relação aos concorrentes logo abaixo. Já a Chapecoense está no antepenúltimo lugar, com oito pontos. Que não fosse o compromisso mais difícil aos atleticanos, arrancar três pontos em um estádio hostil e com tanta emoção vale demais. Serve até mesmo de exemplo para a profissão de fé que o time titular precisará encarar na Copa do Brasil.

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