A vingança costarriquenha é um prato que não se come frio

Depois de perder um jogo debaixo de nevasca em Denver, Costa Rica se vinga dos Estados Unidos e vence por 3 a 1, assumindo a liderança da Concacaf

Mais do que a necessidade de ganhar, a vingança é um grande combustível para certos times de futebol.

A Costa Rica por exemplo, encarou uma nevasca em Denver para jogar contra os Estados Unidos, perdeu e jurou ter sua revanche. Seis meses depois, em seu território, os costarriquenhos devolveram a derrota sofrida em março e ainda ultrapassaram os rivais na tabela das Eliminatórias da Concacaf.

Com uma vitória de 3 a 1 graças a gols de Joel Campbell, Johnny Acosta e Celso Borges, o time da casa subiu aos 14 pontos na classificação, um a mais do que os americanos, que diminuíram com Dempsey.

O clima era de guerra. Desde o início da semana, jornais costarriquenhos enalteciam o espírito guerreiro de sua seleção e provocavam os americanos. A melhor capa talvez tenha sido um desenho em que dois jogadores da Costa Rica seguravam o Capitão América, que era nada mais nada menos do que Landon Donovan fantasiado de super herói. Na chegada da delegação dos EUA para o jogo, a torcida local era hostil, mas não causou grandes problemas.

Aquela questão de Denver tinha de ser resolvida em campo. E assim foi. Com uma excelente atuação durante o segundo tempo, os costarriquenhos mostraram muita força para derrubar a forte seleção americana em seus domínios. Agora, a Costa Rica não depende de outros resultados para poder garantir seu lugar na Copa do Mundo de 2014.

Os EUA, por sua vez, não precisam se preocupar muito, pois o grande em apuros na chave é o México, que perdeu em casa para Honduras, caiu para a quarta posição e precisa vencer para não encarar uma repescagem.