A vez do futebol de resultado

Ofensivo, plástico, empolgante. Se na temporada passada, a Bundesliga teve uma das maiores médias de gol da sua história e empolgou torcedores com goleadas e futebol aberto, a equilibrada atual edição mostra que a disciplina tática voltou a ditar o ritmo do futebol na Alemanha.

Duas partidas disputadas na ultima rodada representaram a mudança de postura. Os 2 a 0 impostos pelo Werder Bremen diante do Hoffenheim, nem de longe lembraram o último 5 a 4, do confronto anterior. Assim como a emocionante vitória por 3 a 2 do Hamburg em cima do Leverkusen foi muito diferente do 0 a 0 do último final de semana.

A nova geração de treinadores, apontada como principal responsável pela mudança na última temporada segue prestigiada, mas começou a temporada com uma postura mais “amadurecida” e cautelosa. O Hoffenheim de Ralf Rangnick sentiu tanto a falta de seu principal atacante na reta final da ultima temporada, que atualmente mostra-se uma equipe mais equilibrada que se nega a esta dependencia. Bruno Labbadia também aprendeu a lição com a queda drástica de rendimento do Bayer Leverkusen e hoje optou por compor o Hamburg com uma linha defensiva com 4 jogadores.

As oscilações da última temporada e a carencia de defesas estruturadas também garantiu a volta de alguns treinadores experientes como Van Gaal e Jupp Heynckes que assumiram com “moral” o comando de grandes times.

Até mesmo o Werder Bremen, com sua tradição de jogar bonito, optou pela prioridade de fechar os espaços e arrumar o trágico setor defensivo da edição anterior. Tohomas Schaaf, que esteve na berlinda durante boa parte do ano passado, agora comemora a boa fase do time, na quarta colocação da tabela de classificação.

Provavelmente este “recuo” está relacionado com a cobrança por resultados a curto prazo – como acontece por aqui- e pelo que aconteceu até agora, a edição 2009/10 da Bundesliga não deverá ser a dos gols de Grafite ou de Kiesling e sim do futebol de resultados.

Pela ponta

Uma partida aguardada, um encontro de duas equipes tradicionais, que colocava em disputa a liderança isolada da competição. O placar? 0 a 0. O empate sem gols entre Hamburg e Bayer Leverkusen, curiosamente o único da rodada, foi frustrante para quem imaginava um novo líder para a Bundesliga, depois de equilibradas nove rodadas.
 
Para o Hamburg, o que não faltou foram alterações, forçadas ou não, uma tentativa que ao invés de surpreender o adversário, criou falta de entrosamento. Contra o ex-clube, Bruno Labbadia, trocou Trochowski por Pitroipa no segundo tempo e promoveu experiências no ataque com a estréia de Tolgay Arslan,que saiu lesionado para a entrada de outro jogador de 19 anos, o turco Tunay Torun.

O placar justificou as poucas chances criadas. Entre os hanseáticos – que dominavam a posse de bola -, algumas jogadas nasciam dos pés de Zé Roberto para morrerem em um ataque inexperiente. Do lado bávaro, Renato Augusto retornou ao time no sacrifício e atuando recuado demais não brilhou. Durante o jogo, a troca de Kroos por Derdiyok tentou desarmar um pouco a postura defensiva do time de Jupp Heynckes.

Resultado: empate sem gols. E o Schalke de Magath agradece.

Babbel perde sua estrela

Toda a boa impressão causada pelo Stuttgart na reta final da ultima temporada está caindo por terra com a campanha decepcionante na Bundesliga, onde a equipes ocupa apenas a 13a colocação e sua campanha na Liga dos Campeões.

Contra o Sevilla, a equipe foi esforçada, mas o grande número de chances desperdiçadas fez com que o revés espanhol não fosse tarefa muito complicada. Elson, de falta, fez o único gol alemão na partida, fechando o placar em 3 a 1.