Milan e Eintracht Frankfurt tinham problemas a resolver nesta janela de transferências. Os italianos permaneciam com André Silva, uma aposta que não deu certo em San Siro e não ganharia uma segunda chance nesta temporada. O Monaco até demonstrou interesse, mas o negócio não saiu. Enquanto isso, os alemães precisaram lidar com o desejo de Ante Rebic em buscar um novo clube. Ao final, o negócio em conjunto neste fechamento de janela parece bom a ambas as partes. Frankfurt será a nova casa de André Silva, enquanto Rebic vai no caminho oposto a Milão.

As duas equipes acertaram um empréstimo mútuo de dois anos, sem opção de compra. André Silva se testará em mais uma liga diferente e parece parte do passado dos rossoneri. Enquanto isso, os milanistas ganham a presença de Rebic, um jogador com mais qualidade técnica e que pode se encaixar de diferentes maneiras neste projeto encabeçado por Marco Giampaolo. O Milan leva vantagem em termos de talento, mas não foi uma solução exatamente ruim às Águias, seja pela saída de um jogador insatisfeito ou pelo encaixe de André.

O único entrave à mudança de André Silva esteve em seus exames médicos, por conta de um problema no tendão de Aquiles. Ao final, recebeu o sinal verde e comporá um sistema ofensivo totalmente diferente na Commerzbank Arena. O Frankfurt havia perdido também Sébastien Haller e Luka Jovic. Agora, o único remanescente é Gonçalo Paciência, em setor que também ganhou Bas Dost e Dejan Joveljic. As chances para André Silva buscar sua recuperação parecem abertas. Emprestado ao Sevilla no último ano, o atacante de 23 anos não emplacou na Andaluzia, com 11 gols em 40 partidas. Tentará seu encaixe na Bundesliga.

Já Rebic, que deveria ser o protagonista do Frankfurt neste novo momento, preferiu buscar um novo desafio. O atacante se valorizou durante a última Copa do Mundo, mas os alemães preferiram assegurar sua compra definitiva e sua permanência. Acabou ofuscado pelos companheiros de ataque na temporada passada, apesar de contribuir às boas campanhas do clube. E, diante do interesse de outros centros em seu futebol, optou pela saída, após certa dose de atrito com o técnico Adi Hütter na última fase preliminar da Liga Europa. Após quase acertar com a Internazionale anteriormente, agora muda ao outro lado de Milão.

Será interessante observar o encaixe de Rebic no Milan. É um atacante que pode jogar centralizado e assim atravessou bons momentos em Frankfurt – especialmente se aproximando mais atrás. Possivelmente será utilizado como meia ofensivo no 4-3-1-2, dada a preferência de Marco Giampaolo por utilizar atletas com características de definição. Além do mais, oferece um diferencial ao se encaixar também como um ponta esquerda, em caso de variação tática. O croata voltará a se testar na Itália, após passagens apagadas por Fiorentina e Verona.

Apesar do cinto apertado por causa do Fair Play Financeiro, o Milan se movimentou bastante no mercado de transferências. Não foi uma janela de impacto como a da Internazionale, mas há uma série de apostas em jogadores jovens e de baixo custo. Aos 25 anos, Rebic entra um pouco neste perfil – assim como Rafael Leão, Theo Hernández, Ismaël Bennacer, Léo Duarte e Rade Krunic, as principais transações deste verão. São jogadores para render especialmente no médio prazo. Rebic, entretanto, precisará de uma resposta mais rápida para fazer valer sua vontade na negociação e tentar garantir um nível competitivo mais alto em Milanello. Esta temporada ainda tende a ser mais nebulosa aos rossoneri.