O Corinthians sempre declarou sua honra por ter Ayrton Senna entre os seus fiéis torcedores. A lenda do automobilismo não era exatamente fanático por futebol, mas vestia as cores e o escudo do clube com orgulho. O respeito a Senna prevalece entre os alvinegros, algo que rendeu um dos uniformes alternativos mais bonitos já lançados no Brasil, com o preto e dourado rememorando seus tempos na Lótus. E neste 1° de maio, quando completam-se 25 anos do trágico acidente em Ímola, a Gaviões da Fiel homenageou o ídolo nas arquibancadas de Itaquera. Antes da vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, um bandeirão cobriu um dos setores da Arena Corinthians, com o desenho do Senninha e referências ao clube.

A foto que abre o texto é de Danilo Fernandes.

Aproveitando o momento, vale lembrar também a série especial publicada aqui na Trivela em 2014, nos 20 anos da morte de Ayrton Senna. Ubiratan Leal produziu quatro textos relacionando o piloto com o futebol.

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[Tema da Semana] O futebol e os 20 anos da morte de Senna

Por Ubiratan Leal

Quem tem mais de 28 anos lembra direitinho tudo o que aconteceu na manhã de 1º de maio de 1994. A morte de Ayrton Senna é um daqueles momentos que marcaram a vida do brasileiro. Mesmo quem não gosta de Fórmula 1 sabe o que estava fazendo e como recebeu a informação da morte do tricampeão mundial.

Era uma época diferente, em que o Brasil ainda tinha inflação e tinha orgulhos apenas esporádicos no futebol. As medalhas olímpicas eram poucas e o UFC tinha menos de um ano de vida. O automobilismo era um oásis, tão vencedor que rivalizava com o futebol em audiência na TV e espaço na mídia. Era algo grande, e é inegável que havia uma simbiose entre as modalidades, ainda que indiretamente.

O fato mais conhecido de Senna e futebol é o fato de ele ser torcedor do Corinthians. Mas, convenhamos, ele nunca se mostrou um fanático por futebol, alguém envolvido com seu time como Rubens Barrichello ou Felipe Massa. A ligação entre sua figura e o futebol é mais sutil, e é para isso que estamos aqui.

A Trivela não fala só de futebol em campo. Fala também da relação da bola com tudo o que está em volta dela. E, na semana do 20º aniversário da morte de um dos maiores pilotos de todos os tempos – o maior para muitos – e de um dos maiores esportistas que o Brasil já teve – o maior para muitos –, nosso tema não poderia ser outro.

Segunda: Quando a Fórmula 1 ocupou o vazio que o futebol deixou

A época de ouro do automobilismo brasileiro ocupou justamente o período em que a Seleção ficou sem ganhar Copas do Mundo. Veja como as corridas tomaram lugar dos jogos como local dos grandes festejos esportivos do Brasil.

Terça: O papel do futebol no surgimento de uma das grandes marcas de Senna

Como uma derrota na Copa do Mundo motivou a criação de uma das imagens mais clássicas do tricampeão mundial.

Quarta: Por que o futebol brasileiro não tem um ídolo como Senna

O futebol é o maior esporte do mundo, e também do Brasil. Mas nenhum jogador reúne a imagem de mito e a idolatria que o piloto. Por quê?

Quinta: O futebol em 1º de maio de 1994

O Dia do Trabalho de 1994 é lembrado pela tragédia em Ímola, mas foi um dia cheio de grandes jogos – e de grandes homenagens – nos gramados brasileiros. Veja o que aconteceu naquela tarde de tristeza e comoção nacional.