Poucas crendices futebolísticas têm sido tão populares (e têm tido tanto “fundo de verdade”) nos últimos tempos quanto a “lei do ex”. Só que a superioridade conhecida da Juventus no Campeonato Italiano resiste até mesmo a essa conversa. Neste domingo, enfrentando o Milan em San Siro, pela 12ª rodada da Serie A, esperava-se pelo que Gonzalo Higuaín, hoje no ataque rossonero, poderia fazer diante da Juve. Pois Higuaín perdeu um pênalti e foi expulso, a Juve foi mais eficiente no ataque, fez 2 a 0 e segue em sua tranquilidade na liderança do campeonato, com 34 pontos.

Não que o time da casa não tivesse tentado nada. Até buscou o gol no começo – por exemplo, aos oito minutos, quando Hakan Çalhanoglu cobrou falta, sem trazer problemas para Wojciech Szczesny. Só que quando a Juventus foi para o ataque, já foi para fazer 1 a 0, com precisão. Na sequência, Alex Sandro mandou a bola da esquerda, alta, mas com precisão suficiente para Mario Mandzukic cabecear na pequena área, sem problemas, e mandar a bola nas redes, decretando a vantagem juventina.

As limitações do Milan se fizeram sentir. Quando tentava avançar, nos raros espaços, não trazia perigo – como aos 20 minutos, num cruzamento de Ignazio Abate, facilmente pego por Szczesny. Já os visitantes do Piemonte jogavam tranquilamente. Chance, só aos 26 minutos, com Cristiano Ronaldo desviando de cabeça o cruzamento de Paulo Dybala. Mas o goleiro Gianluigi Donnarumma pegou sem problemas. Depois, aos 32, Cristiano Ronaldo passou a bola, tentando dá-la a Rodrigo Bentancur. Mas ela sobrou para Dybala, que chutou. O desvio em Cristian Zapata tirou a força do arremate, que parou nas mãos de Donnarumma.

Até que a grande chance milanista apareceu, aos 41 minutos. Suso cruzou para Gonzalo Higuaín, que dominou acossado por Medhi Benatia. O marroquino desviou com a mão na bola, foi pedido o pênalti, o juiz Paolo Mazzoleni foi conferir no VAR e apontou a penalidade. Só que a torcida no San Siro não esperava a decepção: Higuaín cobrou, Szczesny acertou o canto, tocou na bola, e ela bateu na trave direita.

O segundo tempo começou no mesmo ritmo: uma Juventus segura, sem se importar com a torcida e o estádio contrários. Aos seis minutos, Cristiano Ronaldo chutou de fora da área, e a bola bateu na cabeça de Zapata. CR7 apareceu novamente aos dez minutos, completando o cruzamento de Alex Sandro com chute rasteiro, mas Donnarumma se esticou para defender. Mais perigo trouxe Dybala, aos 12 minutos, com uma cobrança de falta que mandou a bola perto do gol, à esquerda do arqueiro rubro-negro.

Só a entrada de Patrick Cutrone, aos 17 minutos, tornou o Milan um pouco mais ofensivo. A equipe da casa começou a chegar, pelas pontas. Mas enquanto o Milan tentava na vontade – com Higuaín e Cutrone, principalmente -, a Juventus só esperava uma chance para definir a vitória. Ela veio aos 36 minutos, após um cruzamento de Alex Sandro que encobriu a área milanista. Do outro lado, pegou a bola João Cancelo. O português bateu, Donnarumma rebateu, e quem estava lá para conferir? Claro, Cristiano Ronaldo. 2 a 0.

Para completar, quem foi expulso, logo que a bola foi movimentada? Higuaín, que recebeu amarelo por obstruir Benatia – e, pela reclamação acintosa, levou o segundo amarelo e o vermelho. E a Juventus segue líder.