O destino de Adrien Rabiot está, enfim, definido. A Juventus anunciou, nesta segunda-feira, a contratação do volante francês, em mais um exemplo de um tipo de negócio no qual se tornou especialista, e encerrando o calvário do jogador, que não atua desde o começo de dezembro.

Rabiot, 24 anos, surgiu no Paris Saint-Germain em 2012, ainda sob o comando de Carlo Ancelotti, e somou 227 partidas pelo clube, com seis títulos franceses. No entanto, em meio a negociações para renovar seu contrato que chegava ao fim, a relação com a diretoria se deteriorou a ponto de ele ter sido afastado da equipe.

Seu último jogo foi em 5 de dezembro, contra o Estrasburgo. Nesse período, foi muito especulado no Barcelona pela imprensa europeia, e teria perdido espaço com a contratação de Frenkie De Jong. Também ligado a Real Madrid e Manchester United, acabou na Juventus, que está sempre de olho em jogadores com contratos chegando ao fim.

Neste mesmo mercado, a Juventus aproveitou a chance de contratar Aaron Ramsey “de graça” – entre aspas porque a taxa de transferência acaba indo direto para o jogador, por meio de luvas, mas geralmente por um preço muito mais baixo do que se houvesse outro clube envolvido. Na janela anterior, chegou Emre Can, do Liverpool. Outros negócios recentes a custo zero foram Daniel Alves, Sami Khedira, Fernando Llorente, Paul Pogba e Andrea Pirlo.

Alguns viraram jogadores essenciais do time da Juventus, outros competentes peças de apoio. Embora tenha superioridade financeira evidente em relação a outros clubes italianos, o mesmo não é verdade no cenário europeu. Seu faturamento na temporada 2017/2018, segundo estudo da Deloitte, foi apenas o 11º do mundo, atrás de Real Madrid, Barcelona, Bayern de Munique, Paris Saint-Germain e seis clubes ingleses.

Como o objetivo da Juventus é brigar com esses clubes pela hegemonia na Champions League, o clube poucas vezes deixa escapar uma boa oportunidade de mercado. Jogadores como Ramsey ou Rabiot – ou Emre Can, que chegou na temporada passada e jogou apenas 23 vezes desde o início – não serão necessariamente titulares o tempo inteiro ou líderes da equipe, mas servem para compor um elenco de qualidade.

E por taxas de transferência mais módicas do que se a Juventus fosse atrás de jogadores empregados. No caso de Rabiot, o bônus e assinatura foi de apenas € 10 milhões. O fardo financeiro acaba ficando nos salários. Segundo a Gazzetta dello Sport, a Juventus assinou por quatro anos, a € 7 milhões por temporada.

Com bom porte físico para atuar entre as duas áreas e certa qualidade técnica, Rabiot brigará, caso ninguém saia, por uma das prováveis três vagas de meio-campo na formação preferida de Maurizio Sarri, com Miralem Pjanic, Emre Can, Aaron Ramsey, Rodrigo Bentancur, Blaise Matuidi e Sami Khedira. Esse setor da Velha Senhora, que já era forte, ficou mais ainda.