Didier Drogba encerrou a temporada passada como jogador do Montreal Impact. E quase faturando o inédito título da Conferência Leste da Major League Soccer com os canadenses, ao ter chegado na final com os compatriotas do Toronto, mas perdido por 7 a 5 no agregado. Foi no segundo jogo que ele deu adeus à franquia de Quebec e deixou seu futuro em aberto. De lá para cá, cogitaram sua aposentadoria, que ele pudesse estar voltando para o Olympique de Marseille, que ele viesse para o Brasil jogar no Corinthians e até que ele fosse um alvo certeiro dos chineses. Drogba, no entanto, armou um plot twist para os próximos passos de sua carreira e anunciou nesta semana que continuará jogando na América do Norte. Agora, porém, nos Estados Unidos, na United Soccer League. E, lá, além de atleta, ele será também dono do clube para qual está indo.

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O Phoenix Rising é mais uma franquia em expansão na Major League Soccer. Por enquanto, o time disputa a USL, liga que fica abaixo da MLS no quesito relevância dentro do sistema de ligas de futebol dos Estados Unidos e Canadá. Lá, ele vai ser uma espécie de Verón no Estudiantes, guardadas as devidas proporções, claro. Drogba se tornou co-proprietário do clube do Arizona, e não quer se limitar a ajudar a franquia a chegar na MLS futuramente apenas na parte administrativa.  “Tomei o meu tempo para decidir aquilo que queria fazer e estou muito entusiasmado com a ideia de evoluir com o Phoenix Rising. Estou convencido de que posso ajudá-los tanto na organização no campo, como fora dele”, falou o jogador, que completa 40 anos em menos de um ano.

Eleito duas vezes o jogador africano do ano e tendo conquistado quatro títulos da Premier League, um da Champions e outras taças com o Chelsea e com o Galatasaray, o costa-marfinense terá nesta nova aventura um quê desafiador. Afinal, não é assim tão fácil fazer uma franquia prosperar nos Estados Unidos. Sem um sistema de rebaixamento, fazer a equipe alcançar o principal nível na hierarquia do futebol norte-americano requer alguns esforços que associam resultados em campo e progresso financeiro. Os últimos times a chegarem à MLS foram o Atlanta United e o Minnesota United. Ambos estrearam agora em 2017 na liga que dá acesso à disputa da Champions da Concacaf.

No momento, o Phoenix Rising ocupa a 12ª colocação na Conferência Oeste da United Soccer League, com uma sequência de uma vitória e duas derrotas em três jogos. Ao todo, são 30 franquias nesta liga, cuja temporada atual começou há pouco tempo. Trinta times lutando por 16 vagas nos playoffs, oito para cada conferência. “Queremos que nosso clube e nossa cidade sejam sinônimos de excelência internacional, e Didier Drogba é um testamento do compromisso do Phoenix Rising com essa missão”, afirmou Berke Bakay, principal acionista do clube. “O futebol é uma linguagem internacional compreendida pelos fãs de esportes do mundo inteiro, e nós queremos ajudar a inspirar essa influência entre novos fãs, dentro e fora da América do Norte”.

O Phoenix Rising apresentou oficialmente sua candidatura de aplicação de expansão para Major League Soccer no fim de janeiro. Isso junto com mais 12 franquias. Desse número, apenas quatro serão escolhidas depois de uma minunciosa análise por parte dos dirigentes da MLS. Duas novas equipes de expansão serão escolhidas antes do final de 2017 e começarão a jogar na liga até a temporada 2020. As outras duas serão anunciadas em uma data posterior, e, consequentemente, podem passar a compor a Major League Soccer em 2020 ou depois disso. O Phoenix Rising de Didier Drogba espera que seja uma dessas quatro franquias. De preferência, uma das duas que entrarão primeiro.