A França confirma o seu favoritismo e avança aos mata-matas da Copa do Mundo Feminina com 100% de aproveitamento. A vitória por 1 a 0 sobre a Nigéria, contudo, foi bem mais difícil do que se esperava. Pressionando durante os 90 minutos, as francesas encontraram muitas dificuldades contra o forte sistema defensivo das adversárias e penaram para criar chances de gol. Só conseguiram arrancar a vitória no segundo tempo, depois que algumas jogadoras poupadas saíram do banco. Além do mais, a diferença no placar foi referendada por uma decisão contestável da arbitragem. Resultado que indica algumas carências das Bleues para oponentes mais pesadas na fase decisiva, enquanto deixa as nigerianas em situação incerta entre as melhores terceiras colocadas.

Nigéria consegue encarar a França

Como esperado, apesar de algumas titulares poupadas, os primeiros minutos de jogo guardaram a pressão da França. As anfitriãs buscavam o ataque, mas viam a marcação da Nigéria fechar muito bem os espaços. As nigerianas faziam um ótimo trabalho nos embates físicos, sobretudo, concedendo raras oportunidades às francesas. Além disso, as bolas aéreas das africanas também provocaram alguns sustos, especialmente em cruzamentos fechados em cima da goleira Sarah Bouhaddi.

Jogo na Henry

Se não era a melhor exibição da França, a meio-campista Amandine Henry seguia como a principal jogadora da equipe. A capitã conduziu o meio-campo durante o primeiro tempo, com muita movimentação e qualidade nos passes. As chances mais perigosas das francesas, inclusive, vieram com a camisa 6. Faltou um pouco mais de precisão, entre uma cabeçada e um chute para fora. A postura da Nigéria na defesa, de qualquer forma, era exemplar.

A França continua acelerando

O segundo tempo não mudou muito o cenário. A pressa era da França, que buscava o primeiro gol. O time apostava principalmente nas jogadas pelos lados do campo, com as pontas Delphine Cascarino e Viviane Asseyi. A goleira Chiamaka Nnadozie segurava bem as bolas pelo alto, enquanto Gaetane Thiney desperdiçou a melhor chance. Em busca da vitória, a técnica Corinne Diacre não demorou a reforçar seu ataque. Poupada desta vez, Eugenie Le Sommer dava mais incisividade ao time, assim como Kadidiatou Diani.

As mudanças fazem efeito

A França ganhou muito mais ímpeto na partida e começou a criar chances cada vez mais claras. Thiney ficou a um triz de marcar, em bola que passou muito perto da trave. Aos 34 minutos, viria o lance decisivo. Com revisão no vídeo, a árbitra assinalou um pênalti sobre Asseyi e ainda expulsou Ebere com o segundo amarelo. Na cobrança, entretando, Renard carimbou a trave. E aí veio a decisão discutível da hondurenha Melissa Borja. A goleira Nnadozie deu um passo à frente, nada de anormal, mas a árbitra mandou voltar a batida. Renard voltou a pegar a bola e chutou no alto, sem chances à arqueira nigeriana. A arbitragem ignorou invasões das francesas à área, em contrapartida.

Minutos finais

Com uma jogadora a menos, a Nigéria não conseguiu sair para o jogo em busca do empate. Parecia bem mais provável que a França anotasse o segundo gol. E ele só não veio graças a uma defesaça de Nnadozie, após cabeçada de Le Sommer. A goleira teve papel importante para segurar o resultado, mas saiu como vilã por uma punição minuciosa da árbitra. Ao menos, as chances de classificação permanecem às nigerianas.

Como fica a chave

A França termina a campanha na primeira fase como líder absoluta do grupo, somando nove pontos. É a primeira vez na história das Copas que as Bleues encerram seu grupo com 100% de aproveitamento. Já a Nigéria fica em terceiro, com chances de passar entre as quatro equipes repescadas. Tem três pontos e um saldo de dois tentos negativos, que pode ser suficiente para a passagem às oitavas de final.

França 1×0 Nigéria

Local: Roazhon Park, em Rennes
Árbitra: Melissa Borjas (Honduras)
Gol: Renard, 34’/2T (França)
Cartões amarelos: Nnadozie, Ebere, Chikwelu (Nigéria), Gauvin (França)
Cartão vermelho:
Ebere (Nigéria)

França: Sarah Bouhaddi, Eve Perisset, Wendie Renard, Griedge Mbock Bathy, Amel Majri; Gaetane Thiney (Grace Geyoro), Charlotte Bilbault, Amandine Henry; Delphine Cascarino, Valerie Gauvin (Eugenie Le Sommer), Viviane Asseyi (Kadidiatou Diani). Técnica: Corinne Diacre.

Nigéria: Chiamaka Nnadozie, Chidinma Okeke, Onome Ebi, Ngozi Ebere; Ngozi Okobi, Halimatu Ayinde, Rita Chikwelu; Francisca Ordega (Evelyn Nwabuoku), Asisat Oshoala (Anam Imo), Desire Oparanozie (Uchenna Kanu). Técnico: Thomas Dennerby.