O sucesso do Borussia Dortmund nas últimas temporadas tem como artífice Jürgen Klopp. Em cinco temporadas à frente do clube, o treinador alemão recolocou os aurinegros na rota dos títulos, com o bicampeonato alemão e a campanha (até aqui) rumo às semifinais da Liga dos Campeões. Um desempenho proporcionado pelos métodos de trabalho do técnico e pela eficiência na montagem do elenco. Mas que também conta com uma ajudinha da tecnologia.

Um dos segredos nos treinamentos do Dortmund é a utilização de um robô que testa controle de bola e precisão nos passes. Cada jogador da equipe é submetido ao Footbonaut por cinco minutos, tempo suficiente para ser acionado 150 vezes – tanto quanto um meio-campista da equipe durante os 90 minutos de jogo. Uma espécie de “gol show”, a caixa negra lança bolas em velocidade regulada entre 60 e 120 quilômetros por hora. Os adversários da máquina precisam dominar e acertar um dos 74 alvos preparados na estrutura, que mudam de posição a cada instante.

“Precisaria de 16 treinadores para igualar essa máquina. Fazemos as coisas da nossa maneira. Copiar nunca é bom. O melhor é pensar por nós mesmos e tomar decisões antes que nos limitemos a olhar o que os outros imaginaram. Temos nossas próprias ideias. Somos o único clube do mundo com um Footbonaut”, avalia Klopp, que conheceu o sistema em março de 2012 e, fascinado com a possibilidade, passou a utiliza-lo meses depois.

“O clube colabora. Quando temos uma ideia, o clube nos apoia. E construímos muitos edifícios novos, novos campos, porque queremos que este clube tenha êxito no futuro com independência de pessoas concretas. Que eu fique mais cinco anos aqui, ou dez. Mas quando sair, o clube deve ter a possibilidade de alcançar o êxito. E é nisso que nos concentramos agora. Porque no Dortmund temos a experiência de como o clube pode ter problemas financeiros por gastar demais”, complementa o treinador.

Os resultados, ao menos nos últimos tempos, têm sido satisfatórios. Pelo estilo de jogo vertical, o Dortmund não é o time com maior percentual de acerto nos passes (79,2%). Entretanto, dos times que passaram às oitavas de final da Liga dos Campeões, nenhum outro possui um aproveitamento melhor nas finalizações: 45% dos chutes do time vão em direção do gol adversário.

E se os aurinegros formaram nomes como Mario Götze, Nuri Sahin, Marcel Schmelzer e Kevin Grosskreutz nos últimos anos, dá para esperar que as próximas gerações venham ainda mais aprimoradas. No vídeo, o meia Mustafa Amini é testado. Uma das principais promessas para os próximos anos, ao lado de Leonardo Bittencourt e Jonas Hofmann.