Nem só de bola rolando vive o futebol. Fora do campo há muito o que contar. Entre várias lendas e histórias de bastidores no esporte, está a batalha de Stilian Petrov, meia búlgaro do Aston Villa que se aposentou em março de 2012 para tratar de uma leucemia.

Um ano depois de anunciar que deixaria o esporte para lutar contra a doença, Stilian aos poucos vai recuperando seus velhos hábitos. Aos 33 anos, Petrov já passou da pior fase do seu tratamento e diz que apenas tomará medicações mais leves nos dois próximos meses. Homenageado pela torcida em todo 19º minuto durante os jogos do Villa Park, uma série de aplausos exalta o búlgaro, inclusive com uma mensagem no telão que diz “Apoie Stan”.

Em entrevista ao jornal inglês Guardian, o ex-capitão conta como enfrentou a notícia de que estava com leucemia. Inicialmente ele pensou que sua fraqueza fosse apenas uma gripe: “Pensei que não fosse nada sério, apenas um resfriado. Aí diagnosticaram e enquanto passava pelos processos, sempre pensei que isso nunca ia acabar. Tive muita paciência e especialmente o apoio dos amigos e familiares, graças a eles consegui sair dessa. Passei por momentos difíceis, mas posso dizer que sou um cara de sorte, pois a maioria das pessoas que se deparam com essa doença acabam morrendo rápido. Precisei lutar bastante para continuar em pé. Isso é ótimo, um grande passo.”

Retomando o tempo perdido

Os maus momentos parecem ter passado, e agora a sensação é de vitória enquanto o tratamento alcança seus estágios finais. Petrov diz que alguns elementos de sua rotina antes da doença já voltaram a fazer parte do seu cotidiano: “Agora que a parte mais intensa já passou, posso fazer várias coisas que não poderia ano passado. Levar as crianças para a escola, malhar um pouco com o time, perder um pouco de peso”, revela.

Talvez seja demais esperar que ele retorne aos gramados e construa mais um episódio fantástico de recuperação, assim como Éric Abidal. Mesmo assim, Stilian tem muito o que comemorar. Poucos enfrentam barreiras como essa e voltam para contar. É acima de tudo uma questão de esperança e perseverança.