Trinta e oito anos nas costas, mas ainda intocável na seleção nacional. Mais do que isso, o melhor jogador que vestiu a camisa azzurra em 2016. Gianluigi Buffon não se coloca entre os maiores goleiros da história à toa. E a dedicação do veterano acabou reconhecida da melhor maneira possível nesta semana: em votação popular, ele foi escolhido como o craque da Itália ao longo do ano que passou. É a segunda vez que Gigi recebe o Pallone Azzurro, criado em 2012. Além dele, também receberam a honraria Andrea Pirlo, Matteo Darmian e Marco Verratti.

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Buffon nadou de braçada na eleição. Recebeu 37% dos votos, enquanto o novato Andrea Belotti terminou em segundo, com 25%. Leonardo Bonucci, Ciro Immobile e Andrea Barzagli completaram o Top 5. Anteriormente, o goleiro havia sido o primeiro colocado em 2013, ano no qual se destacou na disputa da Copa das Confederações e na classificação à Copa do Mundo de 2014.

A vitória de Buffon em 2016 é completamente justificável. Primeiramente, pelo grande desempenho que o camisa 1 teve na Eurocopa, em sua participação mais marcante pelo torneio continental. A boa campanha italiana, acima das expectativas, teve no capitão um de seus protagonistas, e não apenas pela liderança a cada partida. Não foram poucos os milagres executados por Gigi na França. Especialmente diante da Espanha, o veterano se fez decisivo, fechando o gol. A vibração valeu demais, contagiando a equipe de Antonio Conte, seja pelo hino cantado aos berros ou pelas comemorações pendurado no travessão. Por fim, ainda deu sobrevida à Itália nas quartas de final contra a Alemanha, por mais que tenha sucumbido nos pênaltis. Como sempre, foi um gigante.

Já nos últimos meses, Buffon também mereceu destaque além de suas grandes defesas. A grandeza de espírito do capitão preponderou. Fez um forte discurso em apoio à vítimas do terremoto na Itália, antes do amistoso contra a França. Colocou-se na linha de frente pelo respeito, ao abafar as vaias aos hinos adversários a partir de seus aplausos. Que a fase na Juventus durante o início da temporada não tenha sido tão boa, o Super-Homem representou seus super-poderes em diferentes aspectos.

Conforme suas promessas, Buffon tem ainda mais um ano e meio de seleção. Quer seguir defendendo a meta azzurra até a Copa do Mundo de 2018. Mas, ao que tudo indica, tem bola para mais. Para jogar bem além dos 40, embora a sua herança esteja sob ótimas luvas com Gianluigi Donnarumma. Até a Rússia, Gigi decidirá o que fazer. Temos por pelo menos mais um ano e meio a chance de assistir a uma lenda.