A Juventus possui uma coleção inigualada de títulos na Serie A, único clube italiano a ostentar três estrelas no peito. No entanto, até mesmo a Velha Senhora conviveu com seus períodos de seca. E um dos maiores jejuns dos bianconeri aconteceu exatamente no período mais abastado do Calcio: depois que o esquadrão de Michel Platini se desfez, demorou para os juventinos erguerem a taça outra vez. Até levaram títulos paralelos, incluindo duas Copas da Uefa, mas faltava algo para conquistar o Scudetto novamente. O hiato durou nove anos, uma eternidade a uma gigante como a Juve, mas se encerraria de maneira memorável. Em 1994/95, o Italiano voltou ao seu maior dono – com um futebol brilhante e grandes craques.

Embora tenha conquistado seu primeiro título nacional em 1905, a Juventus se estabeleceu como uma potência durante a década de 1930. A Velha Senhora recuperou a taça em 1926 e, já com o advento da Serie A, viveria seu “quinquênio de ouro” entre 1930/31 e 1934/35. Fomentados pelo dinheiro da Fiat, os juventinos formavam a base da seleção italiana campeã mundial e foram pentacampeões da liga. O fim daquela era coincidiu com a morte prematura do presidente do clube, Edoardo Agnelli, vítima de um acidente aéreo. Com a Segunda Guerra Mundial no meio do caminho, a Juve só voltaria ao topo em 1949/50, em campanha liderada pelo artilheiro Giampiero Boniperti. Quinze anos depois, encerraria ali seu maior jejum.

A partir de então, a Juventus emendaria diferentes esquadrões e grandes conquistas em curtos intervalos de tempo. As equipes vitoriosas no fim dos anos 1950 e no início dos anos 1970 deixaram marcas profundas nos bianconeri. Ainda assim, o maior time da Velha Senhora para muita gente é o da primeira metade da década de 1980. De 1981 a 1986, a Juve levou quatro títulos da Serie A (adicionando a segunda estrela no peito), um da Copa dos Campeões da Europa e também um da Recopa Europeia. Michel Platini era o astro da companhia, reforço cirúrgico em tempos de abertura das fronteiras. Mas, além dele, o elenco de Giovanni Trapattoni estava recheado de craques – muitos deles campeões do mundo com a Itália em 1982, como Dino Zoff, Gaetano Scirea e Paolo Rossi.

A entressafra para a Juventus começaria em 1986/87, quando Trapattoni deixou Turim e acertou com a rival Internazionale. Paolo Rossi, Zbigniew Boniek e Marco Tardelli foram outros a sair naquele momento. O técnico Rino Marchetti ainda tinha uma equipe forte à sua disposição, com Scirea e Platini servindo de grandes figuras, mas não conseguiu garantir o Scudetto. O troféu ficou com o Napoli de Maradona e encerrou uma era na Velha Senhora, com a aposentadoria de Platini ao final da campanha. A renovação não seria tão simples, com uma notável queda de desempenho dos juventinos, enquanto o Milan de Arrigo Sacchi, a Inter de Trapattoni e até a Sampdoria de Vujadin Boskov se tornavam postulantes ao título.

Um dos entraves da Juventus esteve nas contratações que não vingaram. Após voltar de empréstimo à Lazio em 1985, Michael Laudrup era o talento em quem os juventinos apostavam, mas não explodiu em Turim. Ian Rush chegou em 1987 e, distante de repetir a forma arrasadora dos tempos de Liverpool, logo saiu. Alessandro Altobelli foi outro medalhão renomado que não durou muito, após deixar a Inter em litígio com Trapattoni. E as saídas de Scirea e Antonio Cabrini sinalizavam, por tabela, que as glórias do passado estavam cada vez mais distantes. Mesmo seguindo no pelotão de frente da Serie A, a Juve não acompanhava mais os líderes.

Um pouco de alívio aconteceu em 1989/90, na segunda temporada sob as ordens de Dino Zoff. Aquele seria um ano turbulento nos bastidores, com o antigo ídolo Giampiero Boniperti deixando a presidência e também a morte de Scirea em um acidente de carro, enquanto trabalhava na comissão técnica. Dentro de campo, a Juve encerrou a Serie A na quarta colocação, mas teve sucesso nos mata-matas. Conquistou a Copa da Itália em cima do Milan e também a Copa da Uefa, em decisão doméstica contra a Fiorentina. Rui Barros, Oleksandr Zavarov e Sergey Aleinikov compunham o trio estrangeiro. O português teve relativo sucesso, enquanto os soviéticos não emplacaram. Mas os verdadeiros destaques naquele momento eram italianos, com menção especial a Totò Schillaci, recém-contratado do Messina.

Apesar das conquistas, a Juventus prometeu uma revolução a partir do verão de 1990. À diretoria, chegava Luca di Montezemolo, famoso por seu trabalho com a Ferrari na Fórmula 1 e que também coordenou a organização da Copa de 1990. Dino Zoff seria preterido para a contratação de Gigi Maifredi, treinador em ascensão pelas táticas apresentadas com o Bologna. Também havia a mudança ao recém-inaugurado Estádio delle Alpi. Já o elenco ganharia vários reforços. O trio estrangeiro arrumaria as malas, para as chegadas do zagueiro Júlio César e do meia Thomas Hässler. E no ataque, a pecha de craque recaía a Roberto Baggio, em negócio polêmico com a Fiorentina. O novo camisa 10, de fato, comeu a bola. Mas o time foi sétimo na Serie A 1990/91, enquanto cairia na semifinal da Recopa Europeia para o Barcelona.

Com a Juventus fora das copas europeias, ocorreu uma “contrarrevolução” em 1991. Maifredi deu lugar a Trapattoni no banco de reservas e Boniperti retornou à chefia dos bianconeri. Deu mais certo. O clube também se mexeu bem no mercado, com as chegadas de Jürgen Kohler, Antonio Conte, Dino Baggio e Angelo Peruzzi – além da saída de Hässler. Roberto Baggio era a principal figura do time, que voltou a ser vice da Serie A e da Copa da Itália em 1991/92. Já na campanha seguinte, em 1992/93, aconteceu a volta aos louros. A Juve tirou da Sampdoria o atacante Gianluca Vialli, sonho de consumo antigo. Também assinou com David Platt e Andreas Möller, novas estrelas estrangeiras. Além disso, fez apostas a baixo custo que deram certo, a exemplo Fabrizio Ravanelli e Moreno Torricelli. O Scudetto seguia fora do alcance, com a quarta colocação na Serie A, mas o novo título da Copa da Uefa (conquistado sobre o Borussia Dortmund) indicava que os ventos sopravam a favor.

Por fim, Trapattoni e Boniperti encerrariam seu novo ciclo com a Juventus em 1993/94. Vencedor da Bola de Ouro ao final de 1993, Roberto Baggio liderou a campanha do vice na Serie A, em que os bianconeri terminaram três pontos atrás do Milan de Fabio Capello. Trapp lidava com as críticas, pelo futebol dependente de seu craque e também muito defensivo. O último legado do treinador seria a contratação de um jovem atacante que estourara no Padova, e passou aquela temporada se alternando entre o time principal e a equipe primavera – com a qual faturou os primeiros títulos. Seu nome era Alessandro Del Piero, pronto para fazer história aos 18 anos, levado a Turim ao lado de Angelo Di Livio.

A formação da Juventus campeã, todavia, passaria por uma nova revolução em Turim. Ela começou desde o topo da pirâmide, com a chegada de nova chefia. O antigo ídolo Roberto Bettega seria o vice-presidente; o empresário Antonio Giraudo assumiria como chefe-executivo; e Luciano Moggi, por trás do sucesso do Napoli, viraria o diretor esportivo. Formariam uma tríade no comando do futebol juventino, importantes nesta nova era. De qualquer maneira, as maiores expectativas se concentravam sobre o novo técnico: Marcello Lippi, então com 46 anos. O comandante havia subido degraus à frente de várias equipes pequenas, desde a Serie C2. Ganhando moral na Serie A, vinha de boas campanhas com Atalanta e Napoli, superando as limitações dos clubes. A Juve, ainda assim, representava um salto ao treinador.

Mais novidades chegariam no mercado de transferências. A Juventus realizou diversas vendas naquele verão, incluindo as saídas de Andreas Möller e Júlio César ao Borussia Dortmund, bem como de Dino Baggio, cedido ao Parma. O investimento seria ainda mais pesado: Didier Deschamps deixou o Olympique de Marseille após simbolizar a equipe campeã europeia; Ciro Ferrara se despedia do Napoli como um ídolo, mesmo seguindo aos rivais; e Paulo Sousa vinha em franca ascensão com a camisa do Sporting, dando um toque de qualidade na faixa central. O elenco ficaria mais encorpado, também com a vinda de nomes como Alessio Tacchinardi, Robert Jarni, Luca Fusi e Alessandro Orlando.

Com o plantel que possuía em mãos, Lippi conseguiu montar a equipe ofensiva que a torcida bianconera esperava, baseado num 4-3-3 que se transformava em 4-3-1-2 para acomodar Baggio. Peruzzi protegia o gol, com a defesa composta essencialmente por Ferrara, Kohler, Massimo Carrera e Torricelli. No meio, Di Livio, Paulo Sousa e Conte eram os nomes mais frequentes – porque Deschamps passou por uma cirurgia e só pôde estrear em fevereiro. Já o ataque ideal seria alinhado com Vialli, Ravanelli e Roberto Baggio. Só que o Codino Divino, artilheiro juventino nas quatro temporadas anteriores e disposto a se reerguer após a final da Copa de 1994, sofreria uma lesão no joelho que o afastou da equipe por cinco meses a partir de novembro. Sua ausência contribuiria um pouco mais à afirmação de Del Piero, que se encaixava melhor como ponta no esquema tático e auxiliava mais nos combates defensivos.

Tricampeão italiano e vencedor da Champions em 1993/94, o Milan de Fabio Capello ainda era o time a ser batido na Serie A. Seguia um esquadrão com Baresi, Maldini, Savicevic e outras feras, mas que terminaria decepcionando. O Parma de Nevio Scala prometia se intrometer nas primeiras colocações, orquestrado por Gianfranco Zola, mas ainda com Dino Baggio e Faustino Asprilla entre os figurões. A Inter tinha Ottavio Bianchi no banco, à espera de Dennis Bergkamp e Rubén Sosa para alavancar seu desempenho. A Lazio de Zdenek Zeman, com Giuseppe Signori e o ex-juventino Pierluigi Casiraghi, prometia muitos gols. E a Roma de Giuseppe Giannini e Abel Balbo via a eclosão de Francesco Totti. Sampdoria e Napoli mereciam certo respeito, apesar do declínio, enquanto a Fiorentina retornava à elite com Gabriel Batistuta servindo de atração na frente.

A Juventus começou a Serie A oscilando um pouco. Estreou com empate diante do Brescia, antes de emendar três vitórias sobre Bari, Napoli e Sampdoria. Empataria também no clássico contra a Inter, até sofrer sua primeira derrota na sexta rodada, durante a visita ao Foggia. Impetuoso e com arrancadas fulminantes, Ravanelli era o destaque até então de uma equipe que buscava encurtar as distâncias em relação aos líderes. Roma e Parma começaram com tudo, despontando naquelas primeiras semanas – na primeira edição do campeonato com três pontos por vitória.

A Juve cresceu após aquele primeiro revés. A partir de então, o time venceu seis partidas seguidas. A sequência teve dois gols de bicicleta de Vialli, contra Cremonese e Reggiana, que começavam a indicar a virada do astro. Criticado pelo rendimento abaixo do esperado nas temporadas anteriores, ele daria a volta por cima com Lippi. Roberto Baggio também brilhou com um gol de cabeça no 1 a 0 sobre o Milan, dentro do Delle Alpi, embora tenha se lesionado pouco depois. Foi quando Del Piero apareceu. Contra a Fiorentina, o time de Claudio Ranieri chegou a abrir dois gols de vantagem em Turim. Vialli empatou com dois tentos no segundo tempo, mas o triunfo por 3 a 2 só saiu aos 42 minutos, num toque de primeira fabuloso de Del Piero, que encobriu o goleiro Francesco Toldo. E ainda haveria um maluco 4 a 3 contra a Lazio na capital, com o novato assinalando mais dois – um deles, outra pintura.

Com o triunfo em Roma, a Juventus ultrapassou o Parma na liderança. O clássico adiado contra o Torino, por causa das enchentes na região de Piemonte, deixou os bianconeri com uma partida a menos que a concorrência e retardou um pouco a ascensão. De qualquer maneira, a Velha Senhora retornaria ao segundo lugar na última partida de 1994, quando só empatou com o Genoa (com um gol irregular dos rossoblù) e permitiu que o Parma retomasse a dianteira. A volta da Serie A em 1995, semanas depois, ocorreria justamente com o confronto direto no Ennio Tardini. Seria uma partida determinante aos futuros campeões.

Apesar da pressão da torcida, a Juventus derrotou o Parma por 3 a 1. Foi uma partida intensa, apesar do primeiro tempo sem gols. Os gialloblù precisaram substituir seu goleiro ainda na etapa inicial, com a saída do lesionado Luca Bucci, mas Dino Baggio fez valer a Lei do Ex e abriu o placar na volta do intervalo. O problema ao Parma é que o veterano Giovanni Galli não daria conta do serviço no gol e contribuiria a virada da Velha Senhora. Paulo Sousa cruzou, o goleiro saiu mal e a bola morreu no fundo das redes para o empate. Ravanelli virou com uma cabeçada firme e também sofreria um pênalti, que permitiu a Vialli fechar a conta. O triunfo dava a primeira colocação de novo à Juve, com dois pontos de vantagem. Não sairiam mais de lá.

A empolgação ao redor da Juventus aumentou com os 3 a 0 sobre a Roma, então na terceira colocação. Ravanelli e Vialli comandaram a festa. E, apesar das derrotas seguidas para Cagliari e Torino no final de janeiro, a Velha Senhora encerrou o primeiro turno com um ponto de vantagem sobre o Parma. Os juventinos disparariam com sete vitórias nas oito primeiras rodadas do returno. A volta de Roberto Baggio e a estreia de Deschamps, recuperados, eram ótimas notícias. Nomes como Peruzzi, Paulo Sousa, Ravanelli e Del Piero faziam grandes atuações, mas o protagonismo recaía mesmo sobre Vialli, que anotaria mais alguns golaços – incluindo mais um voleio contra a sua Cremonese e uma disparada do meio-campo contra a sua Sampdoria. A sequência invicta teria como cereja do bolo os 2 a 0 sobre o Milan no San Siro, quando Ravanelli e Vialli chamaram o goleiro Sebastiano Rossi para bailar nos tentos.

A esta altura, a Juventus tinha nove pontos de vantagem sobre o Parma. E três derrotas consecutivas dentro do Delle Alpi (contra Torino, Padova e Lazio) não foram suficientes para atrapalhar a liderança, em momento no qual Peruzzi era desfalque por lesão. Neste ínterim, a Velha Senhora também seguiu acumulando pontos fora de casa, com direito a uma goleada por 4 a 1 sobre a Fiorentina – na qual Baggio, sob vaias, desta vez não se recusou a cobrar um pênalti contra o antigo time e comemorou diante da torcida. Esse era o cenário até que o confronto direto com o Parma acontecesse na antepenúltima rodada, em 21 de maio, para selar o Scudetto.

Aquele duelo tinha um gosto de revanche. Presente na Copa da Uefa naquela temporada, a Juventus enfrentara o Parma na final. A Velha Senhora protagonizou uma campanha invicta até a decisão, com destaque às classificações sobre o Eintracht Frankfurt nas quartas e sobre o Borussia Dortmund na semifinal – com uma pintura de Baggio cobrando falta nesta última. Só que as finais, em dois jogos, acabariam por consagrar os gialloblù. A equipe de Nevio Scala venceu a ida no Ennio Tardini por 1 a 0, gol de Dino Baggio. Na volta realizada em Milão por opção da Juve, os mandantes fizeram uma pressão imensa e saíram em vantagem com um chutaço de Vialli, mas Dino Baggio (de novo ele) empatou de peixinho no segundo tempo. O goleiro Luca Bucci realizou defesas importantes e, já no fim, os bianconeri teriam um tento bem anulado por impedimento. Com o placar de 1 a 1, o Parma celebrou dentro do San Siro.

Assim, o reencontro quatro dias depois tinha caráter de vingança à Juventus. Sete pontos à frente na tabela, os bianconeri poderiam confirmar o título matematicamente com uma vitória. Foi o que aconteceu, de maneira inapelável, graças à goleada por 4 a 0. O capitão Roberto Baggio assumiu a regência do time para si. Os três primeiros gols nasceram a partir de suas assistências, para Ravanelli, Deschamps (com um toque de calcanhar) e Vialli. Já no final da partida, Ravanelli repetiu a dose e botou a faixa no peito dos juventinos. O jejum de nove anos havia se encerrado, e em grande estilo. O Scudetto seria especialmente dedicado a Andrea Fortunato, jovem defensor do clube que lutava contra uma leucemia e faleceu um mês antes, em 25 de abril.

A Juventus perdeu na visita à Roma durante a penúltima rodada, antes de fechar a Serie A com a vitória por 3 a 1 sobre o Cagliari. O time somava 73 pontos, dez acima da vice-campeã Lazio, que superou o Parma na tabela durante a última rodada. A Juve anotou 59 gols, 48 deles divididos entre os quatro ases do ataque: Vialli (17), Ravanelli (15), Baggio (8) e Del Piero (8). E isso sem contar a beleza de muitos tentos, entre as arrancadas individuais, as acrobacias e as cobranças de falta perfeitas. Paulo Sousa era outro que arrebentava na armação e seria eleito o melhor da equipe na campanha. E aquela seria a última temporada de Baggio em Turim. O capitão já acumulava rusgas com seus superiores e não entrou em acordo financeiro para a renovação de seu contrato. Acabaria seguindo ao Milan, dando de vez espaço a Del Piero.

Antes da mudança, Baggio conquistou mais um título com a Juventus. A Velha Senhora fechou a temporada 1994/95 com a dobradinha nacional, que não ocorria desde 1959/60. Após superar Chievo, Reggiana, Roma e Lazio nas fases anteriores, as finais em junho teriam pela frente o Parma. E o tira-teima contra os gialloblù permitiu aos bianconeri ganharem a queda de braço. A equipe de Marcello Lippi venceu os dois embates, fazendo 1 a 0 no Delle Alpi, antes de completar a festa com os 2 a 0 no Ennio Tardini. O zagueiro Sergio Porrini foi um inesperado herói, marcando gols em ambos os jogos.

Se a Juventus perderia Baggio e Kohler nos meses seguintes, traria nomes como Vladimir Jugovic, Pietro Vierchowod e Gianluca Pessotto para 1995/96. Os bianconeri não conseguiram emendar o bicampeonato na Serie A, atrás do Milan naquela campanha. Mas deu para ampliar os horizontes com um feito maior: no retorno à Champions League após nove anos, a Orelhuda ficou com os juventinos – e com Del Piero já se tornando a grande figura na conquista. Mesmo assim, a qualidade do futebol apresentado não superava o time de 1994/95, quando os grandes sonhos realmente voltaram à Velha Senhora.