A Itália iniciou sua jornada na Liga das Nações longe de agradar. O time de Roberto Mancini tinha o apoio da torcida no Estádio Renato Dall’Ara, em Bologna, mas não se ajudou. Foi uma atuação em ritmo lento dos azzurri, que saíram em desvantagem contra a Polônia e demoraram a reagir. Diante do que foi apresentado, o empate por 1 a 1 não sai tão mal assim aos italianos. Elogios mesmo quem merece é Federico Chiesa, que saiu do banco para bagunçar a partida, assim como Gianluigi Donnarumma, essencial para evitar uma diferença maior no placar durante o confronto.

Mancini escalou a Itália com alguns nomes tarimbados, mas sinais claros da renovação. Com Donnarumma no gol, a defesa contou com Zappacosta, Bonucci, Chiellini e Biraghi; no meio, trinca composta por Jorginho, Gagliardini e Pellegrini; já na frente, Balotelli centralizado, apoiado por Bernardeschi e Insigne nas pontas. A Polônia, por sua vez, vinha com poucas novidades em relação aos jogadores presentes no fiasco da Copa do Mundo. Destaque a Zielinski, jogando centralizado, no apoio a Lewandowski.

Foi um primeiro tempo muito duro em Bologna. As duas equipes não aliviavam nas divididas e o gramado pesado também influenciava a maneira como a partida era disputada. De qualquer forma, a Polônia era superior. Conseguia criar as melhores chances de gol e ia forçando Donnarumma a operar milagres. Zielinski saiu na cara do gol e o arqueiro fez uma defesa monstruosa, à queima-roupa. Depois, mais uma boa intervenção em tentativa de Krychowiak. Só não teria o que fazer aos 40 minutos, quando Lewandowski cruzou e Zielinski apareceu livre na área para finalizar de primeira, abrindo o placar. Os italianos até chegaram algumas vezes ao ataque, embora faltasse mais precisão nas conclusões. O time se resumiu principalmente a tiros de longe, com Bernardeschi errando o alvo na melhor chance.

A Polônia voltou a assustar nos primeiros minutos, mas, progressivamente, a Itália melhorou durante o segundo tempo, com as alterações feitas por Mancini. Bonaventura ajudou na ligação com o ataque, aparecendo para arrematar, e Belotti participou mais do que Balotelli. De qualquer maneira, o grande trunfo dos azzurri foi Chiesa. O garoto demorou a entrar, saindo do banco apenas para os 20 minutos finais. Em compensação, foi bem mais incisivo em suas ações. Depois de forçar a primeira defesa de Fabianski no jogo, sofreu um pênalti aos 33 minutos. Jorginho cobrou e garantiu o empate. Um resultado justo diante da melhora italiana, mas longe de satisfazer os torcedores, em meio à mudança de postura que se aguarda na equipe.

Mancini analisou a partida e, mesmo sem esconder os problemas, elogiou sua equipe: “Foi o primeiro jogo importante, então alguns erros podem acontecer, mas no geral os rapazes se saíram bem. Cometemos alguns erros atrás e isso deu à Polônia a oportunidade de contra-atacar, o que eles queriam. Há muitos jogadores jovens que podem contribuir e acho que vimos isso no segundo tempo, quando avançamos e não tivemos as mesmas falhas nos passes”.

A Itália possui boas peças, embora alguns setores sejam mais carentes, como o meio-campo. Precisa saber extrair o melhor dos jogadores que tem e montar um sistema tático que a beneficie, como aconteceu durante a Eurocopa, sob as ordens de Antonio Conte. Algo que Mancini ainda busca, e que indica não ter encontrado o tom certo diante dos muitos erros técnicos ocorridos nesta sexta-feira. O próximo compromisso dos azzurri deve ter uma exigência maior: visitam Portugal em Lisboa, em sua segunda partida pela Liga das Nações. Já a Polônia folga na nova competição da Uefa e faz amistoso contra a Irlanda.


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