A semana foi agitada para a Internazionale, com o técnico Antonio Conte criando uma crise no clube de Milão com suas declarações. O time terminou em segundo na Serie A, a um ponto da Juventus, que largou mão do campeonato nas rodadas finais. E ainda tinha a Liga Europa pela frente. Como Inter e Getafe sequer tinham jogado a partida de ida antes da paralisação, o jogo foi realizado em Gelsenkirchen, em partida única. A Inter venceu por 2 a 0, em um jogo que nem precisou jogar o seu melhor. Contou com dois ótimos lançamentos de Alessandro Bastoni que geraram gols, em um dia sem um grande brilho.

O que mais chamou a atenção no jogo foi a forma como a Inter aproveitou bem os lançamentos de Alessandro Bastoni. O zagueiro ganhou espaço com Conte ao longo da temporada, a ponto de Diego Godín por vezes ter se tornado reserva para que o jovem formasse o trio de zaga com Milan Skriniar e Stefan De Vrij. Nesta quarta, porém, o trio teve Godín, De Vrij e Bastoni. Skriniar ficou no banco.

Conte repetiu o mesmo time que entrou em campo na última rodada da Serie A, contra a Atalanta. Christian Eriksen ficou no banco, assim como Alexis Sánchez. Repetir o time é uma boa notícia e o time teve uma partida segura, ainda que não tenha sido uma atuação dos seus melhores dias. O Getafe, depois de um retorno duro em La Liga após a paralisação, tinha a esperança de conseguir um bom resultado na Europa.

Nos primeiros minutos, o Getafe foi quem deu as cartas. Foram 20 minutos com o time espanhol tocando mais a bola, chegando ao ataque, mas sem criar chances claras de gol. A Inter sofria para recuperar a bola e também para mantê-la. Segura na defesa, a Inter via o Getafe se aproximar, mas sem conseguir causar grandes problemas.

O primeiro gol saiu aos 32 minutos. Lançamento longo de Bastoni para Lukaku, nas costas da defesa. Ele protegeu a bola e finalizou cruzado para mandar para a rede. Foi o gol do primeiro tempo. No segundo, o Getafe tentou uma pressão inicial e, em um chute de fora da área, teve uma boa defesa de Samir Handanovic. O Getafe tentava, buscava e a Inter corria riscos.

Romelu Lukaku, da Inter, marca contra o Getafe na Liga Europa (Inter.it)

Aos 28 minutos, o Getafe chegou pela direita e, em um cruzamento, Diego Godín se protegeu com as mãos e a bola tocou nos seus braços. O árbitro não viu, mas foi alertado pelo VAR. Ele foi conferir e assim que bateu o olho na imagem, decidiu: apontou a marca da cal. Jorge Molina ficou com a responsabilidade da cobrança. Sem muita distância, partiu para a bola e bateu para fora. Uma grande chance desperdiçada.

A Inter poderia ter matado o jogo aos 33 minutos. Depois de um ataque pela direita, Barella conseguiu ficar com a bola dentro da área, tocou para o meio onde estava Lukaku e o camisa 9 bateu de pé direito, torto e para fora. Uma grande chance desperdiçada. O jogo seguia aberto.

O segundo gol vaio aos 37 minutos. Mais uma vez, um lançamento de Bastoni para Eriksen, que abriu na direita para D’Ambrosio, que cruzou de primeira para a área. O zagueiro Djené cortou só parcialmente, mas a bola sobrou para Christian Eriksen dentro da área. Ele bateu fraco, mas a bola entrou: 2 a 0.

Com o tempo já avançado no placar, as equipes jogaram para gastar o tempo. O Getafe ainda tentou ao menos um gol, o chamado gol de honra, mas ele não veio. No final, a Inter fica mesmo com a vitória e a classificação. O apito final não trouxe comemorações efusivas. Soou como uma vitória em um amistoso, até pela ausência de público e por ser um jogo realizado na Alemanha, longe da casa dos dois times. Reflexo ainda de tempos estranhos que vivemos.