A festa da torcida dimensionou bem o tamanho da rivalidade no Dérbi das Astúrias

Reavivado na temporada passada após 14 anos inativo, o clássico entre Real Oviedo e Sporting de Gijón teve mais um capítulo neste final de semana

Barcelona x Real Madrid pode ter a fama internacional, mas a Espanha também está repleta de rivalidades ferrenhas em suas diferentes regiões. Uma das mais acirradas se vive entre Real Oviedo e Sporting de Gijón. O clássico completará 92 anos em dezembro e chegou a ser um tanto quanto frequente na primeira divisão do Campeonato Espanhol, sobretudo nos anos 1990. Todavia, as crises financeiras (especialmente do Oviedo) os impediram de aparecer juntos na elite a partir de 1998. Na década passada, chegou-se inclusive a discutir a fusão, para a criação do “Real Asturias”. Algo obviamente rechaçado pelas torcidas, em animosidade que se renovou no último sábado.

Desde a temporada passada, Oviedo e Sporting aparecem na segundona espanhola, reavivando o clássico que ficou 14 anos inativo. E a rivalidade não se perdeu, renovada através do fervor nas arquibancadas. Mais uma prova do fanatismo foi dada no Estádio Carlos Tartiere. O principal espetáculo ficou por conta dos torcedores do Oviedo, seja pelo corredor de fogo na recepção ao ônibus do time, seja pelo bandeirão ou pelas cores nas arquibancadas. E em campo, os anfitriões também corresponderam. Vitória por 2 a 1, com gols de Ibrahima Baldé e Oswaldo Alanís, que deixa a equipe a três pontos da zona dos playoffs na segunda divisão.