Steve Kerr já tem o seu nome marcado entre os grandes treinadores da história da NBA. O comandante do Golden State Warriors possui três anéis de campeão na função (além de outros cinco em seus tempos de jogador) e mais uma vez salta como o principal favorito para conduzir seu esquadrão ao título dos playoffs. E é bacana ver como Kerr, um cara respeitadíssimo em seu esporte, também acompanha o que acontece em outras modalidades. Porque a Champions League virou assunto até mesmo na coletiva de imprensa da NBA nesta quarta-feira, após a vitória dos Warriors sobre o Houston Rockets, abrindo 3-2 nas semifinais da Conferência Oeste.

Independentemente da modalidade, os treinadores precisam ter habilidades em comum. Acima do conhecimento tático e técnico específico, pesa também a psicologia usada na gestão do grupo e na comunicação. Um grande motivador pode dar certo em qualquer vestiário, desde que saiba mexer com o brio de seus atletas. Kerr prima pela maneira como mantém o alto nível competitivo de seu timaço, em um elenco cheio de estrelas e já multicampeão. Jürgen Klopp, por sua vez, merece os créditos pela forma como fez seus jogadores acreditarem no milagre contra o Barcelona. E as palavras do alemão foram citadas pelo americano nascido no Líbano.

“Eu não sei se você é um grande fã de futebol, mas o Liverpool conquistou ontem uma das maiores vitórias na história da modalidade. Depois da partida, o técnico deles, Jürgen Klopp, falou: ‘As crianças de Liverpool provavelmente estão dormindo a esta hora, então eu vou seguir em frente e dizer isso: ‘Nossos rapazes são gigantes pra caralho’. É o que ele disse. E eu sei como ele se sente. Então, peço desculpas à minha mãe, que provavelmente está me assistindo agora, mas nossos rapazes também são gigantes pra caralho. A vitória desta noite foi inacreditável”, declarou Kerr, em referência ao termo ‘fucking giants’ usado por Klopp.

O Golden State Warriors também viveu suas provações no jogo cinco contra o Houston Rockets. Abriu uma larga vantagem na primeira metade da partida, mas permitiu que os texanos encostassem no placar e ainda perdeu Kevin Durant com uma lesão. Ao final, foram gigantes para conter a pressão e segurar a diferença até os instantes derradeiros. Kerr precisou trabalhar a motivação, assim como Klopp. Duas referências que se cruzam.